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Causas anteriores das aflições (Estudo 18 de 135)

       

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EESE018b - Cap. V - Itens 6 a 9
Tema: Causas anteriores das aflicoes
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A - Texto de Apoio:

* Mas, se ha' males nesta vida cuja causa primaria e' o homem, outros ha'
tambem aos quais, pelo menos na aparencia, ele e' completamente estranho e
que parecem atingi-lo como por fatalidade.

* Todavia, por virtude do axioma segundo o qual todo efeito tem uma causa,
tais miserias sao efeitos que hao de ter uma causa e, desde que se admita um
Deus justo, essa causa tambem ha' de ser justa. Ora, ao efeito precedendo
sempre a causa, se esta nao se encontra na vida atual, ha' de ser anterior a
essa vida, isto e, ha' de estar numa existencia precedente.

* O homem, pois, nem sempre e' punido, ou punido completamente, na sua
existencia atual; mas nao escapa nunca 'as consequencias de suas faltas.
(...) O infortunio que, 'a primeira vista, parece imerecido tem sua razao de
ser, e aquele que se encontra em sofrimento pode sempre dizer: 'Perdoa-me,
Senhor, porque
pequei.

* Os sofrimentos devidos a causas anteriores 'a existencia presente, como os
que se originam de culpas atuais, sao muitas vezes a consequencia da falta
cometida, isto e, o homem, pela acao de uma rigorosa justica distributiva,
sofre o que fez sofrer aos outros.

* As tribulacoes podem ser impostas a Espiritos endurecidos, ou extremamente
ignorantes, para leva-los a fazer uma escolha com conhecimento de causa. Os
Espiritos penitentes, porem, desejosos de reparar o mal que hajam feito e de
proceder melhor, esses as escolhem livremente. Tal o caso de um que, havendo
desempenhado mal sua tarefa, pede lha deixem recomecar, para nao perder o
fruto de seu trabalho As tribulacoes, portanto, sao, ao mesmo tempo,
expiacoes do passado, que recebe nelas o merecido castigo, e provas com
relacao ao futuro, que elas preparam. Rendamos gracas a Deus, que, em sua
bondade, faculta ao homem reparar seus erros e nao o condena
irrevogavelmente por uma primeira falta.

* Nao ha' crer, no entanto, que todo sofrimento suportado neste mundo denote
a existencia de uma determinada falta. Muitas vezes sao simples provas
buscadas pelo Espirito para concluir a sua depuracao e ativar o seu
progresso. Assim, a expiacao serve sempre de prova, mas nem sempre a prova
e' uma expiacao. Provas e expiacoes, todavia, sao sempre sinais de relativa
inferioridade, porquanto o que e' perfeito nao precisa ser provado. Pode,
pois, um Espirito haver chegado a certo grau de elevacao e, nada obstante,
desejoso de adiantar-se mais, solicitar uma missao, uma tarefa a executar,
pela qual tanto mais recompensado sera, se sair vitorioso, quanto mais rude
haja sido a luta. Tais sao, especialmente, essas pessoas de instintos
naturalmente bons, de alma elevada, de nobres sentimentos inatos, que parece
nada de mau haverem trazido de suas precedentes existencias e que sofrem,
com resignacao toda crista, as maiores dores, somente pedindo a Deus que as
possam suportar sem murmurar. Pode-se, ao contrario, considerar como
expiacoes as aflicoes que provocam queixas e impelem o homem 'a revolta
contra Deus.

* Sem duvida, o sofrimento que nao provoca queixumes pode ser uma expiacao;
mas, e indicio de que foi buscada voluntariamente, antes que imposta, e
constitui prova de forte resolucao, o que e' sinal de progresso.

B - Questao para estudo e dialogo virtual:

1 - Como podemos explicar a felicidade de uns e o padecimento de outros, sem
negar a justica e a bondade de Deus?

2 - As tribulacoes sao impostas aos espiritos ou por eles buscadas?
  Conclusão deste estudo 
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