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Motivos de resignação (Estudo 20 de 135)

       

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EESE020b - Cap. V - Itens 12 e 13
Tema: Motivos de Resignacao
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A - Texto de Apoio:

* Por estas palavras: Bem-aventurados os aflitos, pois que serao consolados,
Jesus aponta a compensacao que hao de ter os que sofrem e a resignacao que
leva o padecente a bendizer do sofrimento, como preludio da cura.
Tambem podem essas palavras ser traduzidas assim: Deveis considerar-vos
felizes por sofrerdes, visto que as dores deste mundo sao o pagamento da
divida que as vossas passadas faltas vos fizeram contrair; suportadas
pacientemente na Terra, essas dores vos poupam seculos de sofrimentos na
vida futura. Deveis, pois, sentir-vos felizes por reduzir Deus a vossa
divida, permitindo que a saldeis agora, o que vos garantira' a tranquilidade
no porvir.

* O homem que sofre assemelha-se a um devedor de avultada soma, a quem o
credor diz: "Se me pagares hoje mesmo a centesima parte do teu debito,
quitar-te-ei do restante e ficaras livre; se o nao fizeres,
atormentar-te-ei, ate' que pagues a ultima parcela." Nao se sentiria feliz o
devedor por suportar toda especie de privacoes para se libertar, pagando
apenas a centesima parte do que deve? Em vez de se queixar do seu credor,
nao lhe ficara
agradecido? Tal o sentido das palavras: "Bem-aventurados os aflitos, pois
que serao consolados."

* Sao ditosos, porque se quitam e porque, depois de se haverem quitado,
estarao livres. Se, porem, o homem, ao quitar-se de um lado, endivida-se de
outro, jamais podera' alcancar a sua libertacao. Ora, cada nova falta
aumenta a divida, porquanto nenhuma ha, qualquer que ela seja, que nao
acarrete forcosa e inevitavelmente uma punicao. Se nao for hoje, sera'
amanha; se nao for na vida atual, sera' noutra. Entre essas faltas, cumpre
se coloque na primeira fiada a carencia de submissao 'a vontade de Deus.
Logo, se murmurarmos nas aflicoes, se nao as aceitarmos com resignacao e
como algo que devemos ter merecido, se acusarmos a Deus de ser injusto, nova
divida contraimos,
que nos faz perder o fruto que deviamos colher do sofrimento. E por isso que
teremos de recomecar, absolutamente como se, a um credor que nos atormente,
pagassemos uma cota e a tomassemos de novo por emprestimo.

* Ao entrar no mundo dos Espiritos, o homem ainda esta' como o operario que
comparece no dia do pagamento. A uns dira' o Senhor: "Aqui tens a paga dos
teus dias de trabalho"; a outros, aos venturosos da Terra, aos que hajam
vivido na ociosidade, que tiverem feito consistir a sua felicidade nas
satisfacoes do amor-proprio e nos gozos mundanos: "Nada vos toca, pois que
recebestes na Terra o vosso salario. Ide e recomecai a tarefa."

* O homem pode suavizar ou aumentar o amargor de suas provas, conforme o
modo por que encare a vida terrena. Tanto mais sofre ele, quanto mais longa
se lhe afigura a duracao do sofrimento. Ora, aquele que a encara pelo prisma
da vida espiritual apanha, num golpe de vista, a vida corporea. Ele a ve^
como um ponto no infinito, compreende-lhe a curteza e reconhece que esse
penoso momento tera' presto passado. A certeza de um proximo
futuro mais ditoso o sustenta e anima e, longe de se queixar, agradece ao
Ceu as dores que o fazem avancar.

* Contrariamente, para aquele que apenas ve^ a vida corporea, interminavel
lhe parece esta, e a dor o oprime com todo o seu peso. Daquela maneira de
considerar a vida, resulta ser diminuida a importancia das coisas deste
mundo, e sentir-se compelido o homem a moderar seus desejos, a contentar-se
com a sua posicao, sem invejar a dos outros, a receber atenuada a impressao
dos reveses e das decepcoes que experimente. Dai tira ele uma calma e uma
resignacao tao uteis 'a saude do corpo quanto 'a da alma, ao passo que, com
a inveja, o ciume e a ambicao, voluntariamente se condena 'a tortura e
aumenta as miserias e as angustias da sua curta existencia.

B - Questoes para estudo e dialogo virtual:

1 - De que forma o sofrimento pode ser traduzido por felicidade?

2 - O que ocorre com aquele que nao sofre resignadamente?

3 - Na pratica, como podemos suavizar nossas provacoes?
  Conclusão deste estudo 
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