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Caráter da revelação espírita (itens 11 a 18) (Estudo 4 de 136)

       

1.- A possibilidade de comunicação com o mundo espiritual sempre existiu e é antigo
esse conhecimento por parte da humanidade. Todavia, por desconhecerem as leis que
regem essa relação, os homens a mantiveram sob o manto da superstição, como letra
morta, incapazes de aproveitar esse relacionamento em proveito do progresso.

2.- Trazendo à humanidade o conhecimento do mundo invisível e das leis que regem o
seu relacionamento com o mundo visível, o Espiritismo se constitui uma verdadeira
revelação, na acepção científica do termo, pois traz o conhecimento da natureza e do
estado dos seres que habitam o mundo espiritual e o destino dos homens após a
morte.

3.- Por sua natureza, a revelação espírita tem duplo caráter. É uma revelação de
caráter divino, por ter resultado não de uma iniciativa humana, mas da providência divina.
Seus fundamentos provêm do ensino dos Espíritos encarregados por Deus de esclarecer
os homens sobre as coisas que eles não podiam aprender por si mesmos e que hoje
estão aptos a compreender.

4.- É, ao mesmo tempo, uma revelação de caráter científico, por ser esses ensinos
transmitidos a todos do mesmo modo, através de um trabalho de observação e pesquisa,
pois tanto os Espiritos reveladores e os que os receberam são portadores de livre-arbítrio;
porque esses ensinos devem ser submetidos a exame, uma vez que a doutrina não
tem fundamentos definitivos nem está sujeita à crença cega; porque é fruto do trabalho
de observação pelos homens dos fatos trazidos pelos Espíritos. É, portanto, divina, por
ser a sua origem de iniciativa dos Espíritos encarregados por Deus e humana, por ser a
sua elaboração fruto do trabalho do homem.

5.- Todos os seus fundamentos, como a reencarnação, a pré-existência e a sobrevivência
do espírito ou qualquer outro, não foram estabelecidos por uma teoria preconcebida, mas
obtidos do mesmo modo que as ciências positivas, através do método experimental. É
uma ciência de observação, pois não foram os fatos que vieram confirmar a teoria e, sim,
a teoria é que veio estudar e explicar os fatos.

6.- O Espiritismo e as ciências positivas se completam reciprocamente, estudando
ambos as forças da natureza - o espírito e a matéria - e as reações de um sobre a outra e
vice-versa. A Ciência, sem o Espiritismo, se acha na impossibilidade de explicar certos
fenômenos só pelas leis da matéria. Ao Espiritismo, sem a Ciência, faltariam apoio e
comprovação.

7.- Todas as ciências se encadeiam e sucedem numa ordem racional, nascendo umas
da outras, à proporção que acham ponto de apoio nas idéias e conhecimentos anteriores.
Assim acontece com a Astronomia, a Física, a Química, a Fisiologia, a Zoologia, a
Botânica, umas fornecendo elementos às outras para desenvolverem seu conhecimento.

8.- A Ciência moderna adota a concepção de um só elemento gerador das transformações
da matéria, ou seja, toda matéria é constituída do mesmo elemento transformado. Porém,
a matéria é inerte, não tendo vida, pensamento nem sentimento, necessitando do princípio
espiritual para tanto. Coube ao Espiritismo a demonstração da sua existência, estudando-o
e analisando-o.

9.- O elemento material e o elemento espiritual formam os dois princípios da Natureza. A
união desses dois princípios explica uma série de fatos até então inexplicáveis. O Espiritismo tem por objeto o estudo de um desses princípios constitutivos do Universo - o
princípio espiritual - relacionando-se, automaticamente, com a maior parte das Ciências.
Por isso, nasceu após a elaboração delas e pela impossibilidade de tudo se explicar com
o conhecimento apenas das leis da matéria.


QUESTÕES PARA ESTUDO E PARTICIPAÇÃO:

a) Por que o Espiritismo pode ser considerado uma revelação científica?

b) Qual o caráter divino da revelação espírita?

c) Há semelhança entre o método de elaboração do Espiritismo e das ciências materialistas?

d) Qual a importância destas ciências para o advento do Espiritismo?
  Conclusão deste estudo 
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