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Caráter da revelação espírita (ítens 60 a 62) (Estudo 12 de 136)

       



RESUMO

1.- Os espíritos não se manifestam para libertar o homem do estudo e das pesquisas nem para lhe
transmitir inteiramente pronta um ciência. Não possuindo os espíritos toda a sabedoria, não é de
supor-se que baste se dirigir ao primeiro espírito que se apresente para conhecer todas as coisas.
Saídos da humanidade, eles constituem uma de suas faces.

2.- Assim como na Terra, no plano invisível também há espíritos superiores e espíritos vulgares. Do
mesmo modo que os homens, os mais adiantados podem instruir-nos cientifica e filosoficamente,
dando-nos opiniões mais judiciosas do que os atrasados. Ouvir o ensinamento dos espíritos não é
entrar em contato com seres sobrenaturais; é tratar com seus iguais, que viveram na Terra. Isso é
que importa saber para se ter uma idéia real da natureza do mundo dos espíritos e das relações com
o além-túmulo.

3.- Os espíritos não dão a conhecer ao homem o que ele pode adquirir pelo trabalho, bem como há
coisas cuja revelação não lhes é permitida, porque o grau do nosso adiantamento não as comporta.
Isentos da vida corpórea, apreciam as coisas de um ponto de vista mais elevado e, portanto, podem
abranger um horizonte mais vasto, compreendem seus erros e retificam suas idéias.

4.- Por esses motivos a sua superioridade em relação à humanidade, conforme o grau de adiantamento
que alcançaram. O meio em que se encontram lhes permite iniciar-nos nas coisas que ignoramos,
relativas à vida futura e que não podemos aprender no meio em que estamos. Até então, o homem
apenas formulava hipóteses sobre o seu porvir, daí suas crenças a esse respeito, desde o nadismo até
as concepções fantásticas de céu e inferno.

5.- Hoje, as manifestações dos próprios atores da vida de além-túmulo vêm nos dizer em que eles se
tornaram, dando-nos a conhecer o mundo invisível que nos rodeia e do qual não suspeitávamos. Só esse
conhecimento seria de capital importância, ainda que nada mais pudessem os espíritos ensinar-nos.

6.- Achando-se a humanidade madura para tanto, permitiu Deus fosse erguido o véu que ocultava o mundo
invisível, mostrando que nada tem de extra-humanas as manifestações, pois partem da humanidade
espiritual para a humanidade corporal, a dizer que existem; que são hoje o que seremos amanhã; que a
vida terrena não é nada; que vida não acaba; que sem essa certeza o egoísmo reina absoluto. Com a
certeza do porvir, a solidariedade liga todos os seres; é o reino da caridade.

7.- Concluindo esse primeiro capítulo, Kardec destaca que a nova revelação veio encher o vácuo que a
incredulidade cavara, levantar o ânimo dos abatidos pela dúvida ou pela perspectiva do nada e imprimir a
todas as coisas uma nova razão de ser. Mas nem só com relação à vida futura dizem respeito os frutos que
o homem deve colher com a nova revelação. Ela provocará a transformação em seu caráter, nos seus gostos
e nas suas tendências, nos hábitos e nas relações sociais.Pondo fim ao reino do egoísmo, do orgulho e da
incredulidade, preparará o do bem, que é o reino de Deus, anunciado pelo Cristo.


QUESTÕES PARA ESTUDO

a) Em que consiste a superioridade do ensino dos Espíritos?

b) Por que as revelações dos Espíritos são parciais e gradativas?

c) Que importância para o futuro da humanidade trouxe a revelação da existência do mundo espiritual?



  Conclusão deste estudo 
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