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Existência de Deus (ítens 1 a 7) (Estudo 13 de 136)

       

1.- Deus é a causa primária de todas as coisas, a origem de tudo que existe e a base de toda a criação.

2.- Constitui princípio elementar que pelos efeitos é que se julga uma causa, mesmo quando ela se conserva
oculta. Em tudo, observando os efeitos é que se chega ao conhecimento da causa.

3.- Outro princípio que se tornou axioma é o de que todo efeito inteligente tem que decorrer de uma causa
inteligente. Quando se contempla uma obra de arte ou da indústria, diz-se que produzida por um homem, por
se verificar que não está acima da capacidade humana. A ninguém ocorrerá dizer que saiu do cérebro de um
idiota ou de um ignorante, nem, ainda menos, que é trabalho de um animal ou produto do acaso.

4.- Em toda a parte, reconhece-se a presença do homem pelas suas obras. Observando-se as obras da
da Natureza, por sua providência, sabedoria e harmonia verifica-se que ultrapassam o limite da mais portentosa
inteligência humana. Se o homem não as pode produzir, conclui-se que elas são produto de uma inteligência
superior à Humanidade, a menos que se sustente que há efeitos sem causa.

5.- Opõem alguns que as obras da Natureza são produzidas por forças materiais que atuam mecanicamente.
Assim com as moléculas do corpo, as plantas, os animais, os astros, tudo, enfim, se rege pelas leis de
atração e repulsão. Por esse raciocínio, as forças orgânicas da Natureza são puramente automáticas.

6.- Entretanto, não consideram os que assim pensam que, embora essas forças sejam materiais e mecânicas,
não são inteligentes de si mesmas. São efeito de uma causa e não podem se constituir a Divindade. A aplicação
útil dessas forças é um efeito inteligente, que denota uma causa inteligente.

7.- Kardec exemplifica citando um pêndulo, que se move com automática regularidade, movida por uma força
material. Nessa regularidade é que está o seu mérito. Mas que seria esse pêndulo, se uma inteligência não o
houvesse distribuído inteligentemente essa força, indaga o Codificador? Do fato de não estar essa inteligência
no pêndulo e de ninguém a ver pode-se deduzir que ela não existe? A existência do relógio atesta a existência
do relojoeiro e a engenhosidade do mecanismo lhe atesta a inteligência e o saber.

8.- Quando um relógio dá a hora precisa, nunca ocorreu a alguém dizer: aí está um relógio inteligente. E conclui:
Allan Kardec: " o mesmo ocorre com o mecanismo do Universo: Deus não se mostra, mas se revela pelas suas
obras."

9.- A existência de Deus é, pois, uma realidade comprovada não só pela revelação como pela evidência material
dos fatos. Os povos selvagens, que nenhuma revelação tiveram, crêem, instintivamente, na existência de um poder
sobre-humano. Vendo coisas que estão acima das possibilidades do homem, deduzem que provêm de um ente
superior à Humanidade. Demonstram, portanto, mais lógica do que os que pretendem que tais coisas se fizeram
a si mesmas.


QUESTÕES PARA ESTUDO

a) De que princípio utilizou-se Kardec para demonstrar a existência de Deus?

b) E para demonstrar a sua ação inteligente?

c) Como Kardec refuta o argumento de que as obras da Natureza são produto de forças puramente mecânicas?


  Conclusão deste estudo 
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