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A Providência - 1a. parte (ítens 20 a 25) (Estudo 16 de 136)

       

1.- A providência é a solicitude de Deus para com as suas criaturas. Ele está em toda parte, tudo vê, a tudo
preside, mesmo às coisas mais mínimas. É nisto que consiste a ação providencial.

2.- No estado de inferioridade em que ainda se encontra, o homem não pode compreender que Deus seja
infinito, figurando-o circunscrito e limitado como ele e adorando-o mais a forma que o pensamento. Para a
maioria, é um soberano poderoso, sentado num trono inacessível e perdido na imensidade dos céus, não
compreendendo que possa ele intervir diretamente nas pequenas coisas.

3.- Impotente para compreender a essência da Divindade, o homem só pode fazer dela uma idéia aproximada,
mediante comparações imperfeitas, mas que servem para lhe mostrar a possibilidade daquilo que, à primeira
vista, lhe parece impossível.

4.- Para se ter uma idéia mais aproximada possível do que seja Deus, Kardec nos leva a supor um fluido sutil
o bastante para penetrar todos os corpos. Não sendo inteligente esse fluido, atua mecanicamente, por força
apenas da matéria. Se imaginarmos esse fluido com inteligência, dotado de faculdades perceptivas e sensitivas,
ele já não atuará às cegas, mas com discernimento, com vontade e liberdade: verá, ouvirá e sentirá.

5.- Seria como o fluido perispirítico, que, não sendo por si mesmo inteligente, pois que é matéria, serve de
veículo ao pensamento, às sensações e às percepções do espírito. Não sendo o pensamento do espírito, é o
agente e o intermediário desse pensamento, ficando, de certo modo, impregnado do pensamento transmitido.
Não podendo isolá-lo, parece-nos que o pensamento faz parte desse fluido, como acontece com o som e o ar,
de maneira que se pode entendê-lo materializado. Tomando o efeito pela causa, é comum dizermos que o ar
se torna sonoro; do mesmo modo, poderíamos dizer que o fluido se torna inteligente.

6.- Quer o pensamento de Deus atue diretamente ou por intermédio de um fluido, se tomarmos a figura de um
fluido inteligente que enche o universo infinito e penetra todas as partes da criação, toda a Natureza estaria
mergulhada nesse fluido divino. Tendo a parte de um todo a sua mesma natureza e as mesmas propriedades,
esse fluido está em toda a parte, submetendo tudo à sua ação inteligente, à sua providência e à sua solicitude.

7.- Não havendo nenhum ser que não esteja saturado desse fluido, achamo-nos, então, constantemente, na
presença de Deus. Nosso pensamento está em contato permanente com o seu pensamento. As nossas preces
não precisam transpor o espaço nem ser ditas em voz alta para que ele as ouça. Estando ininterruptamente ao
nosso lado, os nossos pensamentos repercutem nele.

8.- Kardec ressalta que não pretende materializar a Divindade com a idéia de um fluido inteligente universal, mas,
apenas, dar uma visão mais exata do que as que apresentam Deus sob a figura humana, fazendo compreender a
possibilidade que ele tem de estar em toda a parte e de se ocupar com todas as coisas.


QUESTÕES PARA ESTUDO

a) Podemos definir a providência como sendo a onipresença de Deus?

b) Como Kardec procura explicar a influência de Deus em nossas vidas?

c) Qual a importância da prece, segundo o estudo da providência divina?


  Conclusão deste estudo 
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