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A Providência - 2a.parte (ítens 26 a 30) (Estudo 17 de 136)

       

1.- Para se fazer uma idéia sobre como se exerce a ação de Deus, Kardec cita a Instrução que recebeu do
Espírito Quinemant, na Sociedade de Paris:

"O homem é um pequeno mundo, que tem como diretor o Espírito e como dirigido o corpo. Nesse universo, o
corpo representará uma criação cujo Deus seria o Espírito. ... Os membros desse corpo, os diferentes órgãos
que o compõem, os músculos, os nervos, as articulações são outras tantas individualidades materiais, se
assim se pode dizer, localizadas em pontos especiais do referido corpo. Se bem seja considerável o número
de suas partes constitutivas, de natureza tão variada e diferente, a ninguém é lícito supor que se possam
produzir movimentos, ou uma impressão em qualquer lugar, sem que o Espírito tenha consciência do que
ocorra. Há sensações diversas em muitos lugares simultaneamente? O Espírito as sente todas, distingue,
analisa a cada uma a causa determinante e o ponto em que se produziu, tudo por meio do fluido perispirítico."

2.- "Análogo fenômeno ocorre entre Deus e a criação. Deus está em toda parte, na Natureza, como o Espírito
está em toda parte, no corpo. Todos os elementos da criação se acham em relação constante com ele, como
todas as células do corpo humano se acham em contato imediato com o ser espiritual. Não há, pois, razão
para que fenômenos da mesma ordem não se produzam de maneira idêntica, num e noutro caso.

"Um membro se agita: o Espírito o sente; uma criatura pensa: Deus o sabe. Todos os membros estão em
movimento, os diferentes órgãos estão a vibrar; o Espírito ressente todas as manifestações, as distingue e
localiza. As diferentes criações, as diferentes criaturas se agitam, pensam, agem diversamente: Deus sabe o
que se passa e assina a cada um o que lhe diz respeito.

"Daí se pode igualmente deduzir a solidariedade da matéria e da inteligência, a solidariedade entre si de todos
os seres de um mundo, a de todos os mundos e, por fim, de todas as criações com o Criador."

3.- Compreendendo o efeito, o homem remonta à causa e julga da sua grandeza pela do efeito. Escapa-lhe,
porém, a sua essência íntima, tal qual acontece com uma imensidade de fenômenos, como a eletricidade, o
calor, a luz, a gravitação. O homem pode calcular os efeitos desses fenômenos, mas ignora a natureza íntima
do princípio que os produz. Será, então, racional, negar o princípio divino por não o compreender?

4.- Nada obsta a que se admita um centro de ação desse princípio de soberana inteligência, um foco principal
a irradiar incessantemente, inundando o Universo com seus eflúvios, como o Sol com a sua luz. Mas onde esse
foco? É o que ninguém pode dizer. Provavelmente, não se acha fixado em determinado ponto e percorra
constantemente o espaço sem-fim.

5.- Se um simples espírito tem o dom da ubiqüidade, em Deus essa faculdade há de ser sem limites. Enchendo
Deus o Universo, podemos admitir que esse foco não precisa transportar-se, por se formar em todas as partes
onde a soberana vontade julga conveniente que ele se produza. Daí poder dizer-se que está em toda parte e em
parte nenhuma.

6.- Diante de tais insondáveis problemas, cumpre sejamos humildes em reconhecer: Deus existe, é infinitamente
justo e bom e a tudo estende a sua solicitude. Só o nosso bem, portanto, pode ele querer, devendo nele confiar.
Isso é o essencial. No mais, esperemos que nos tenhamos tornado dignos de o compreender.


QUESTÕES PARA ESTUDO

a) Segundo Kardec, como se explica a onipresença de Deus?

b) O que quis o Codificador dizer ao concluir que o foco divino "...está em toda a parte e em parte nenhuma."

c) Como devemos nos portar diante da incógnita a respeito do que seja Deus?

  Conclusão deste estudo 
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