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Destruição dos seres vivos uns pelos outros (itens 20 a 24) (Estudo 23 de 136)

       

1.- A destruição recíproca dos seres vivos, embora pareça contrariar os atributos de bondade e justiça de Deus, é
uma das leis da Natureza. O homem, vendo as coisas unicamente do ponto de vista material e restringindo à vida
terrestre a sua visão, não conseguem entender por que Deus criou a necessidade dos seres vivos se destruírem
mutuamente, para se alimentarem uns à custa dos outros. Só o conhecimento do princípio espiritual pode permitir
ao homem compreender que um bem real possa decorrer de um mal aparente.

2.- A verdadeira vida, tanto do animal como do homem, não está no invólucro corporal, do mesmo modo que não
está no vestuário. Está no princípio inteligente que preexiste e sobrevive ao corpo. Esse princípio necessita do corpo
para se desenvolver pelo trabalho sobre a matéria bruta. O corpo se consome nesse trabalho, mas o espírito não. Ao
contrário, sai dele fortalecido, mais lúcido e mais apto.

3.- Ao estabelecer como lei a troca permanente do envoltório físico mediante o mecanismo da reencarnação, Deus
dá mostras ao homem de que deve mais valorizar a vida espiritual do que a material, suscitando-lhes o desejo da vida
espiritual como uma forma de compensação pela perda da vida física.

4.- Não cabe ao homem objetar que Deus poderia criar outros meios para atingir esse resultado. Partindo do princípio
de que Deus é infinitamente justo e sábio, o homem deve se contentar com o entendimento que a sua evolução lhe
permite alcançar. Sendo a obra da divindade perfeita, se o homem não a compreende é devido à sua falta de
adiantamento, cabendo-lhe curvar-se diante do que ultrapasse a sua capacidade de entendimento
.
5.- Uma utilidade da lei de destruição que o homem já pode compreender é de necessidade física: os corpos orgânicos
só se conservam com o auxílio de matérias orgânicas, pois somente elas contêm os elementos nutritivos necessários
à sua transformação. Como os corpos físicos servem de instrumentos de ação do principio inteligente e precisam ser
constantemente renovados, a Providência permite que os seres se destruam mutuamente. O princípio inteligente,
porém, permanece incólume, sem se alterar, apenas despojado do seu envoltório material.

6.- No entanto, existe uma razão de ordem moral para que Deus assim permita: a luta por essa sobrevivência do
corpo físico faz com que o princípio espiritual exercite suas faculdades e se desenvolva, aumentando gradativamente
sua habilidade e inteligência.

7.- Nos seres inferiores, onde ainda falta o senso moral e a inteligência ainda não substituiu o instinto, o que os move
a essa luta é a necessidade puramente material de se alimentarem. Essa luta que objetiva unicamente a sobrevivência
é o primeiro período em que o princípio espiritual se elabora e ensaia para a vida.

8.- No homem, contudo, no início, predomina o instinto animal, na luta pela satisfação das necessidades materiais.
Mais tarde, passa a co-existir o instinto e senso moral, quando o homem passa a lutar para satisfazer ao seu orgulho,
à sua ambição e ao desejo de dominar. À medida que o senso moral for se fazendo prevalecer, o homem tem a sua sensibilidade desenvolvida, diminuindo gradualmente a necessidade de destruir até esta desaparecer, por não mais ser
tolerada. A luta pelo desenvolvimento espiritual, porém, será sempre necessária, pois só com muita luta adquirirá o
conhecimento e a experiência indispensáveis para se despojar dos últimos vestígios da animalidade. Aí, então, a luta
deixará de ser pelas necessidades materiais para se tornar puramente intelectual. O homem lutará contra dificuldades
e não mais contra seus semelhantes.


QUESTÕES PARA ESTUDO

a) Em que a lei de destruição coopera para o desenvolvimento da humanidade?

b) Por que Deus permite que suas criaturas se destruam mutuamente?

c) Terá o homem para sempre a necessidade de destruir os seres inferiores da criação?

  Conclusão deste estudo 
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