Espiritismo Educação Recursos Ajuda Serviços
Estudos
Salas de Estudo      O Livro dos Espíritos      O Evangelho      A Gênese
O Livro dos Médiuns      Série André Luiz      Educar      Família      
Home > A Gênese
Os satélites (ítens 24 a 27) (Estudo 37 de 136)

       

)



R E S U M O


1.- Como visto no estudo anterior em relação à Terra, antes que as massas planetárias houvessem atingido um grau
de resfriamento bastante a lhes operar a solidificação, massas menores se desprenderam por efeito da força centrífuga
e adquiriram um movimento de translação em torno do planeta que as gerou, como sucedeu a estes relativamente ao
astro central que lhes deu origem. Foi assim que a Terre deu nascimento à Lua.

2.- As leis e as forças que presidiram o deslocamento da massa que originou a Lua e o seu movimento de translação
no mesmo plano fez com que ela, em vez de se revestir a forma esferoidal, tomasse a forma de um globo ovóide, isto
é, a forma alongada de um ovo, com o centro de gravidade fixado na parte inferior.

3.- As condições em que se efetuou a desagragação da massa que a formou fez com que a Lua pouco se afastasse
da Terra e a constrangeram a conservar-se perpetuamente suspensa no seu firmamento, como uma figura ovóide
cujas partes mais pesadas formaram a face inferior voltada para a Terra e cujas partes menos densas lhes
constituíram o vértice, ou seja, o lado oposto à Terra, que se eleva para o céu.

4.- Daí, duas naturezas distintas na superfície do mundo lunar: uma, sem qualquer analogia com a Terra, porquanto
lhe são desconhecidos os corpos fluido e etéreos; outra, leve, relativamente à Terra, pois que todas as substâncias
menos densas se encaminharam para esse hemisfério. Esta teoria explica, pela lei de gravitação, por que esse astro
apresenta sempre a mesma face para a Terra. Tendo o centro de gravidade num dos pontos de sua supefície, ao
contrário dos planetas, cujo centro de gravidade está a distâncias iguais da superfície, o que os fazem girar em torno
do próprio eixo, em vez de estar no centro da esfera, é atraído para a Terra por uma força maior do que a que atrai as
partes mais leves.

5.- O número e o estado dos satélites de cada planeta têm variado de acordo com as condições especiais em que
eles se formaram. Alguns não deram origem a nenhum astro secundário, ao passo que outros, como a Terra, Júpiter
e Saturno, formaram um ou vários astros secundários.

6.- O planeta Saturno, além de seus satélites ou luas, deu origem a um anel, resultado da separação que se operou
do equador do planeta tal qual ocorreu com a Terra. A diferença consiste em que esse anel se formou de moléculas
homogêneas, provavelmente já em estado de condensaçào, o que lhe permitiu continuar o seu movimento de rotação
no mesmo sentido e em tempo igual ao do planeta.

(1) Esta teoria da Lua, nova inteiramente, explica, pela lei da gravitação, o motivo por que esse astro apresenta sempre a mesma
face para a Terra. Tendo o centro de gravidade num dos pontos de sua superfície, em vez de estar no centro da esfera, e sendo,
em conseqüência, atraído para a Terra por uma força maior do que a que atrai as partes mais leves, a Lua pode ser tida como uma
dessas figuras chamadas vulgarmente João-paulino, que se levantam constantemente sobre a sua base, ao passo que os planetas,
cujo centro de gravidade está a distâncias iguais da superfície, giram regularmente sobre o próprio eixo. Os fluidos vivificantes,
gasosos ou líquidos, por virtude da sua leveza especifica, se encontrariam acumulados no hemisfério superior, perenemente oposto
à Terra. O hemisfério inferior, o único que vemos, seria desprovido de tais fluidos e, por isso, impróprio à vida que, entretanto,
reinaria no outro. Se, pois, o hemisfério superior é habitado, seus habitantes jamais viram a Terra, a menos que excursionem pelo
outro, o que lhes seria impossível, desde que este carece das condições indispensáveis à vitalidade.

Por muito racional e científica que seja essa teoria, como ainda não foi confirmada por nenhuma observação direta, somente a título
de hipótese pode ser aceita e como idéia capaz de servir de baliza à Ciência. Não se pode, porém, deixar de convir em que é a única,
até ao presente, que dá uma explicação satisfatória das particularidades que apresenta o globo lunar. (Nota do Autor)

Nota 1: Embora Allan Kardec expressasse a sua simpatia pela teoria da Lua apresentada pelo comunicante, previniu, na nota acima,
quanto à necessidade da sua confirmação pela observação direta, fato que só aconteceu em 1959 quando uma sonda soviética
orbitou o nosso satélite natural, revelando a sua face oculta para a huminidade. Assim sendo, só a partir dessa data foi possível
coletar os dados necessários acerca da Lua, que permitiriam refinar as observações feitas pelo Espírito Galileu no item 25 da sua
comunicação.

A seguir, divulgamos as informações mais atuais sobre o nosso satélite.

Ainda não se sabe exatamente como e onde a Lua se formou. Uma das hipóteses, conhecida como a "teoria da fissão", afirma
que a Lua teria se desprendido da Terra. Essa hipótese coincide, no que respeita à orgiem da Lua, com a teoria apresentada pelo
comunicante.

Outra hipótese é a de que a Terra e a Lua foram formadas juntas no espaço. Outros cientistas afirmam ainda que as rochas da Lua
são diferentes das da Terra. Argumentam que a Lua deve ter se formado em outra parte do sistema solar e foi "capturada" pelo
campo gravitacional do nosso planeta. Assim sendo, termos de aguardar até que a Ciência determine, em relação à origem do nosso
satélite, qual dessas hipóteses é a correta, ou se ainda aparecerão outras teorias, mais de acordo com os conhecimentos do futuro.

A Lua é o único satélite natural da Terra. Ela é relativamente grande para um satélite, com um diâmetro de 3.470 quilômetros, um
quarto do da Terra. A Lua leva o mesmo tempo (27,3 dias terrestres) para girar ao redor do seu eixo e para orbitar em volta da Terra;
assim, a mesma face (o lado visível) está sempre voltada para nós. No entanto, a quantidade da superfície que podemos ver - a fase
da Lua - depende de que fração do lado visível está recebendo a lus do Sol. A Lua é seca e estéril, sem atmosfera, nem água. Ela
consiste principalmente de rocha sólida, embora seu núcleo possa conter rocha fundida ou ferro. A superfície é poeirenta, com
planaltos cobertos de crateras, causadas pelo impacto de meteoritos, e planícies nas quais grandes crateras foram ocupadas por
lava solidificada, formando áreas escuras denominadas "marres". Os "mares" ocorrem principalmente no lado visível, que possui
uma crosta mais fina do que a do lado oculto. Várias crateras estão margeadas por seqüências de montanhas que formam as paredes
das crateras e que podem atingir milhares de metros de altura.

Até outubro de 1959, ninguém havia observado a face oculta da Lua. Naquela data, a sonda soviética Luna 3 orbitou o nosso satélite, enviando imagens do lado oculto, encerrando assim as especulações de que o campo gravitacional lunar seria mais intenso naquela
face, tornando possível a existência de atmosfera e vida.

De todo modo, conforme citado acima, há uma dissimetria entre o lado oculto e o lado visível, uma vez que a crosta na face oculta
atinge 100 quilômetros de espessura, enquanto na face visível só atinge um máximo de sessenta quilômetros. (Nota de autoria de
Cláudio Lirange Zanatta, extraída da edicção de A Gênese publicada pela Editora CELD)

Nota 2: Saturno é o sexto planeta em distância a partir do Sol. É um gigante gasoso, quase tão grande quanto Júpiter, com um diâmetro equatorial de cerca de 120.500 quilômetros. Acredita-se que Saturno seja constituído de um pequeno núcleo de rochas e gelo, cercado
por um manto interno de hidrogênio metálico (hidrogênio líquido que se comporta como um metal). Em volta desse manto interno existe
um manto de hidrogênio líquido que imerge na atmosfera gasosa. Tempestades e redemoinhos, que parecem manchas vermelhas e
brancas, ocorrem nas nuvens. Saturno possui um sistema de anéis extremamente fino, mas amplo, com menos de um quilômetro de
espessura, e que se estende por cerca de 420.000 quilômetros além da superfície do planeta. Os anéis principais são compostos por
milhares de anéis estritos, cada um deles feito de fragmentos de gelo que vão desde finas partículas até grandes pedaços de alguns
metros de diâmetro. Alguns anéis são suficientemnente brilhantes para serem vistos da Terra com um binóculo. Saturno tem dezoito
luas conhecidas, algumas da quais orbitam no interior dos anéis, e acredita-se que exerçam influência gravitacional sobre as formas dos
anéis. Estranhamente, sete das luas são co-orbitais, isto é, compartilham um órbita com outra lua. Os astrônomos acrreditram que tais luas
co-orbitais podem ter se originado de um único satélite que se partiu. (Nota de autoria de Cláudio Lirange Zanatta, extraída da edicção
de A Gênese publicada pela Editora CELD)

QUESTÕES PARA ESTUDO

a) Segundo o ensinamento de Galileu, como são formados os satélites?

b) Como nasceu a Lua?

c) Por que vemos sempre a mesma face da lua?

d) Qual a origem da formação dos anéis em torno do planeta Saturno?
  Conclusão deste estudo 
1998-2015 | CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo