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Período de transição (itens 22 a 27) (Estudo 49 de 136)

       

1.- No começo do período de transição, a espessura da camada granítica formada durante o período primário era ainda
pequena, oferecendo pouca resistência à efervescência das matérias incandescentes que ela cobria e comprimia.
Produziam-se, pois, inchamentos e despedaçamentos numerosos, por onde escapava a lava interior. As águas, pouco profundas, cobriam quase toda a superfície do globo, com exceção das partes soerguidas, que, formando terrenos
baixos, eram freqüentemente alagados.


2.- O ar, gradativamente, purgou-se das matérias mais pesadas que estavam, temporariamente, em estado gasoso. Condensando-se por efeito do resfriamento, essas matérias se precipitaram na superfície do solo, sendo, depois,
arrastadas e dissolvidas pelas águas. Os espessos vapores aquosos que se elevavam de todos os lados da imensa
superfície líquida, recaíam em chuvas copiosas e quentes, que obscureciam o ar. Os ralos do Sol começavam a
aparecer, através dessa atmosfera nebulosa.


3.- Por essa época, começaram a se formar as camadas de terrenos sedimentosos, depositadas pelas águas
carregadas de limo e de matérias diversas, apropriadas à vida orgânica. Surgem, aí, os primeiros seres vivos do reino
vegetal e do reino animal. Tão logo se tornam propícias as condições, por toda parte a vida se manifesta, nascendo
cada espécie conforme iam surgindo as condições próprias à sua existência.


4.- Os primeiros seres orgânicos que apareceram na Terra foram os vegetais de organização menos complicada, como
os cogumelos, os musgos e as plantas herbáceas. Ainda não se vêem árvores de tronco lenhoso, mas, apenas, as do
gênero palmeira, cuja haste esponjosa é análoga à das ervas.


5.- Os animais desse período, que apareceram em seguida aos primeiros vegetais, eram exclusivamente marinhos,
cuja organização simples e rudimentar, aproxima-se da dos vegetais. Mais tarde, aparecem crustáceos e peixes de
espécies que já não existem.


6.- Sob o império do calor e da umidade e em virtude do excesso de ácido carbônico espalhado no ar, gás impróprio à respiração dos animais terrestres, mas necessário às plantas, os terrenos expostos se cobriram rapidamente de uma
vegetação pujante, ao mesmo tempo que as plantas aquáticas se multiplicavam no seio dos pântanos. Plantas que,
nos dias atuais, são simples ervas de alguns centímetros, atingiam altura e grossura prodigiosas formando florestas de
fetos arborescentes de 8 a 10 metros de altura e de proporcional grossura. Ao final desse período, começam a aparecer
algumas árvores do gênero conífero ou pinheiros.


7.- Em conseqüência do deslocamento das águas, os terrenos que produziam essas massas de vegetais foram
submersos, sendo cobertos de novos sedimentos terrosos. Os que permaneceram emersos encheram-se de vegetação semelhante havendo, assim, muitas gerações de vegetais alternativamente aniquiladas e renovadas. O mesmo não se
deu com os animais, que, sendo todos aquáticos, não estavam sujeitos a essas alternativas.


8.- Acumulados durante longa série de séculos, esses destroços formaram camadas de grande espessura. Sob a ação
do calor, da umidade, da pressão exercida pelos posteriores depósitos terrosos e de diversos agentes químicos, dos
gases, dos ácidos e dos sais produzidos pela combinação dos elementos primitivos, aquelas matérias vegetais
sofreram uma fermentação que as converteu em carvão. As minas de carvão são, pois, produto direto da decomposição
dos acervos de vegetais acumulados durante o período de transição. É por isso que são encontrados em quase todas
as regiões.


9.- Os restos fósseis da pujante vegetação dessa época acham-se hoje tanto sob os gelos das terras polares, tanto
quanto na zona tórrida, donde se conclui que a vegetação era uniforme e, consequentemente, também a temperatura o
havia de ser. Os pólos, portanto, não se achavam cobertos de gelo, como agora. A Terra tirava o calor do próprio fogo
central que aquecia, de igual modo, toda a camada sólida, ainda pouco espessa. Esse calor era muito superior ao que
podia provir dos raios solares, que eram enfraquecidos pela densidade da atmosfera.

10.- Só mais tarde, quando a ação do calor central se tornou muito fraca ou nula sobre a superfície exterior do globo,
a do Sol passou a preponderar sobre a superfície terrestre. Como as regiões polares apenas recebem raios oblíquos, portadores de pequena quantidade de calor, cobriram-se de gelo. Kardec comenta que, à essa época e ainda muito
tempo depois, o gelo era desconhecido na Terra. Deve ter sido muito longo esse período, a julgar pelo número e pela espessura das camadas de carvão.


QUESTÕES PARA ESTUDO

a) Qual a característica principal das camadas que se formaram durante o período de transição?

b) Qual o acontecimento mais importante desse período para a formação da Terra?

c) Por que os primeiros seres vegetais e animais foram os aquosos?

d) Como se formaram as coberturas de gelo nas regiões polares?

  Conclusão deste estudo 
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