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Período diluviano (itens 42 a 47) (Estudo 53 de 136)

       

1.- O período diluviano caracteriza-se por um dos maiores cataclismos que revolveram o globo, que teve a superfície,
uma vez mais, modificada em seu aspecto. Uma imensidade de espécies vivas foram destruídas, das quais restaram
apenas despojos. As águas foram violentamente arremessadas para fora dos seus leitos, invadindo continentes,
arrastando as terras e os rochedos, desnudando as montanhas e desarraigando as florestas seculares. Os novos
depósitos que elas formaram são designados, em Geologia, pelo nome de terrenos diluvianos.

2.- Um dos vestígios mais significativos desse grande desastre são as rochas de granito que se encontram isoladas
nas planícies, repousando sobre terrenos terciários e no meio de terrenos diluvianos, algumas vezes a grandes
distâncias das montanhas de onde foram arrancados. Só a violência das correntes dágua há podido transportá-los a
tão grandes distâncias.

3.- Outro fato característico desse período e cuja causa não se descobriu ainda é que só nos terrenos diluvianos se
encontram os primeiros aerólitos. Se admitirmos, em conseqüência, que somente nessa época eles começaram a
cair, segue-se que, anteriormente, não existia a causa que os produz.

4.- Foi, também, nesse período, que os pólos começaram a se cobrir de gelo e que se formaram as geleiras das
montanhas, indicando notável mudança na temperatura da Terra. Essa mudança deve ter sido súbita, porquanto
animais como os elefantes, que hoje só vivem nos climas quentes, são encontrados em estado de fóssil nas terras
polares, o que denota que foram colhidos de surpresa por um grande frio e sitiados pelos gelos. Se houvesse se
operado gradualmente, esses animais poderiam ter se retirado pouco a pouco para as regiões mais temperadas.

5.- Esse foi, pois, o verdadeiro dilúvio universal. As suas causas ainda são desconhecidas, dividindo-se as opiniões
a respeito. A mais aceita é a de que uma brusca mudança se deu na posição do eixo e dos pólos da Terra, o que
ocasionou um deslocamento geral das águas para a superfície do solo. Se a mudança se houvesse processado
lentamente, a retirada das águas teria sido gradual, sem abalos. Tudo indica, porém, ter acontecido uma comoção
violenta e inopinada.

6.- O deslocamento repentino das águas também pode ter ocasionado o levantamento de certas partes da crosta
sólida, formando novas montanhas dentro dos mares, conforme se deu no começo do período terciário. Nesse caso,
então, o cataclismo não teria sido geral e não se explicaria a mudança súbita da temperatura dos pólos.

7.- Na tormenta determinada pelo deslocamento das águas, pereceram muitos animais. Outros, a fim de escaparem
à inundação, se retiraram para lugares altos, para cavernas e fendas, onde sucumbiram em massa, de fome ou
devorando-se uns aos outros, ou, ainda, talvez, pela irrupção das águas nos sítios onde se tinham refugiado e de
onde não puderam fugir. Assim se explica a grande quantidade de ossadas de animais diversos, carnívoros e outros,
que são encontrados em certas cavernas, que, por essa razão, foram chamadas brechas ou cavernas ossosas. Na
maioria das vezes, sob as estalagmites. Nalgumas, as ossadas parecem ter sido arrastadas para ali pela correnteza
das águas.


QUESTÕES PARA ESTUDO

a) Quais as principais características do período diluviano?

b) O que são e como se formaram os chamados "blocos erráticos"?

c) De que forma as mudanças ocorridas neste período afetaram os pólos da Terra?

d) Por que Kardec chama este período de "dilúvio universal" e quais as causas destas ocorrências?

e) Quais as suas conseqüências no reino animal?



  Conclusão deste estudo 
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