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Revoluções gerais ou parciais - Idade das montanhsa (itens 1 a 3) (Estudo 58 de 136)

       

Revoluções gerais ou parciais - itens 1 e 2

1.- Os períodos geológicos da Terra, à exceção do período diluviano, transcorreram lentamente, sem transições bruscas.
Durante todo o tempo em que os elementos constitutivos do globo levaram para tomar suas posições definitivas, as
mutações houveram de ser gerais. Uma vez consolidada a base, só se devem ter produzido modificações parciais, na
superfície.

2.- Além das revoluções gerais, a Terra experimentou grande número de perturbações locais, que mudaram o aspecto
de certas regiões. Duas causas contribuíram para essas perturbações: o fogo e a água.

3.- O fogo atuou produzindo erupções vulcânicas que sepultaram, sob espessas camadas de cinzas e lavas, os terrenos circunjacentes, fazendo desaparecer cidades com seus habitantes; terremotos e levantamentos da crosta sólida, que
impeliam as águas para as regiões mais baixas; afundamento, em maior ou menor extensão, dessa mesma crosta, para
onde as águas se precipitaram, deixando em seco outros lugares. Foi assim que surgiram ilhas no meio do oceano,
enquanto que outras desapareceram; que porções de continentes se separaram e formaram ilhas; que braço de mar,
secados, ligaram ilhas e continentes.

4.- A água atuou produzindo a irrupção ou a retirada do mar em algumas costas; desmoronamentos que, interceptando
as correntes líquidas, formaram lagos, transbordamentos e inundações ou, enfim, aterros nas embocaduras dos rios,
que, rechaçando o mar, criaram novos territórios. Tal a origem do deIta do Nilo, ou Baixo Egito; do delta do Ródano ou
Camarga.

Idade das montanhas - item 3

5.- A idade geológica das montanhas deve se estender ao período que elas levaram para se formarem. Fora errôneo
considerar-se apenas o número de anos existentes após a sua elevação, uma vez que a massa granítica, ao dar-se o levantamento, pode ter perfurado e separado as camadas superpostas. Examinando-se os terrenos ao seu redor, que
foram dilacerados pelo seu erguimento, possível se torna determinar-lhes a idade geológica.

6.- Comprovou-se assim, por meio da observação, que as montanhas dos Vosges, da Bretanha e da Côte-dOr, na
França, que não são muito elevadas, pertencem às mais antigas formações, datando do período de transição, senão
anteriores aos depósitos de hulha. O Jura se formou no meado do período secundário; é contemporâneo dos reptis
gigantes. Os Pirineus se formaram mais tarde, no começo do período terciário. O Monte Branco e o grupo dos Alpes
ocidentais são posteriores aos Pirineus e datam da metade do período terciário. Os Alpes orientais, que compreendem
as montanhas do Tirol, são ainda mais recentes, porquanto só se formaram pelos fins desse mesmo período.

7.- Algumas montanhas da Ásia são mesmo posteriores ao período diluviano ou lhe são contemporâneas. Esses
levantamentos hão de ter ocasionado grandes perturbações locais e inundações mais ou menos consideráveis, pelo deslocamento das águas e pela interrupção e mudança do curso dos rios.


QUESTÕES PARA ESTUDO

a) Como podemos conceituar as revoluções gerais e as revoluções parciais ocorridas na Terra?

b) Quais as modificações no panorama do globo produzidas pelo fogo?

c) E pela água?

d) Por que é preciso examinar-se o terreno ao redor das montanhas para se estabelecer a sua idade real?

  Conclusão deste estudo 
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