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Revoluções periódicas (itens 6 a 10) (Estudo 60 de 136)

       

1.- Além do movimento anual em torno do Sol, origem das estações e de rotação sobre si mesma em 24 horas,
origem do dia e da noite, a Terra tem um terceiro movimento que se completa em cerca de 25.868 anos e que produz
o fenômeno denominado, em astronomia, precessão dos equinócios. Este movimento consiste numa espécie de
oscilação circular, como a de um pião a morrer, em virtude do qual o eixo da Terra, mudando de inclinação, descreve
um duplo cone, cujo vértice está no centro do planeta e abrange, as bases desses cones, a superfície circunscrita
pelos círculos polares.

2.- O equinócio é o instante em que o Sol, passando de um hemisfério a outro, se encontra perpendicular ao equador,
o que acontece duas vezes por ano, a 21 de março, quando o Sol passa para o hemisfério boreal, e a 22 de setembro,
quando volta ao hemisfério austral. Em conseqüência da gradual mudança na obliqüidade do eixo, o que acarreta outra
mudança na obliqüidade do equador sobre a eclíptica, o momento do equinócio avança, cada ano, 25 minutos e 07
segundos. A esse avanço é que se deu o nome de precessão dos equinócios.

3.- Com o tempo, esses poucos minutos fazem horas, dias, meses e anos, resultando daí que o equinócio da primavera,
que agora se verifica no mês de março, em dado tempo se verificará em fevereiro, depois em janeiro, depois em
dezembro. Então o mês de dezembro terá a temperatura de março e março a de junho e assim por diante, até que,
voltando ao mês de março, as coisas se encontrarão de novo no estado atual, o que se dará ao cabo de 25.868 anos,
para recomeçar indefinidamente a mesma revolução. (Obs.: Kardec se refere aos períodos das estações na Europa,
onde viveu.)

Nota de Kardec: A precessão dos equinócios ocasiona outra mudança: a que se opera na posição dos signos do
zodíaco. Girando a Terra ao derredor do Sol em um ano, à medida que ela avança, o Sol, cada mês, se encontra
diante de uma constelação. Estas são em número de doze, a saber: o Carneiro, o Touro, os Gêmeos, o Câncer, o
Leão, a Virgem, a Balança, o Escorpião, o Sagitário, o Capricórnio, o Aquário, os Peixes. São chamadas constelações
zodiacais, ou signos do zodíaco, e formam um círculo no plano do equador terrestre. Conforme o mês do nascimento
de um indivíduo dizia-se que ele nascera sob tal ou tal signo; daí os prognósticos da Astrologia. Mas, em virtude da
precessão dos equinócios, acontece que os meses já não correspondem às mesmas constelações. Um que nasça
no mês de julho já não está no signo do Leão, porém no do Câncer. Cai assim a idéia supersticiosa da influência dos
signos. (Cap. V, nº 12.)

4.- Desse movimento cônico do eixo, resulta que os pólos da Terra não olham constantemente os mesmos pontos do
céu; que a Estrela Polar não será sempre estrela polar; que os pólos gradualmente se inclinam mais ou menos para o
Sol e recebem dele raios mais ou menos diretos, donde se segue que a Islândia e a Lapônia, por exemplo, localizadas
sob o círculo polar, poderão, em dado tempo, receber raios solares como se estivessem na latitude da Espanha e da
Itália e que, na posição do extremo oposto, a Espanha e a Itália poderão ter a temperatura da Islândia e da Lapônia, e
assim por diante, a cada renovação do período de 25.000 anos.

5.- As conseqüências deste movimento ainda não puderam ser determinadas com precisão, por não ter sido possível,
até então, observar-se apenas uma parte da revolução que provoca. Algumas dessas conseqüências, no entanto,
podem ser presumidas:

1º) O aquecimento e o resfriamento alternativos dos pólos e, por conseguinte, a fusão dos gelos polares durante a
metade dos 25.000 anos e a nova formação deles durante a outra metade. Resultaria daí não estarem os pólos
perpetuamente estéreis, passando por períodos de fertilidade.

2º) O deslocamento gradativo do mar, fazendo-o invadir, pouco a pouco, partes da Terra e pondo outras partes a
descoberto, para de novo as abandonar e voltar ao seu leito anterior. Esse movimento periódico, indefinidamente
renovado, constituiria uma verdadeira maré universal de 25.000 anos. A lentidão com que se opera esse movimento
torna-o quase imperceptível a cada geração. Faz-se, porém, sensível ao cabo de alguns séculos. Nenhum cataclismo
súbito pode ele causar, porque os homens se retiram, de geração em geração, à proporção que o mar avança, indo
para as terras donde o mar se retira.

6.- Esse deslocamento lento, gradual e periódico do mar é fato comprovado pela ciência, através de numerosos
exemplos, em todos os pontos do globo. Tem por efeito o entretenimento das forças produtivas da Terra. A longa
imersão é para os terrenos um tempo de repouso, durante o qual eles recuperam os princípios vitais esgotados por
um não menos longo período de produção. Os imensos depósitos de matérias orgânicas, formados pela permanência
das águas durante séculos e séculos, são adubações naturais, periodicamente renovadas. As gerações se sucedem
sem se aperceberem de tais mudanças.


QUESTÕES PARA ESTUDO


a) Como podemos definir as revoluções periódicas que ocorrem no globo?
b) O que vem a ser o equinócio?

c) E a precessão dos equinócios?

d) Quais as transformações que o fenômeno da precessão dos equinócios provoca na Terra?
e) O que objetivam essas transformações?

  Conclusão deste estudo 
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