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Hipótese sobre a origem do corpo humano (itens 15 a 16) (Estudo 72 de 136)

       

1.- A semelhança que há das formas exteriores do corpo do homem e o do macaco levou alguns fisiologistas a
concluírem que o primeiro é apenas uma transformação do segundo. Nada aí há de impossível que assim seja nem que
afete a dignidade do homem.

2.- É possível que corpos de macacos tenham servido de vestidura aos primeiros espíritos que vieram a encarnar na
Terra, pois, forçosamente, eram pouco adiantados. Por essa razão, os corpos de macacos eram mais adequados ao
exercício de suas faculdades, ainda pouco desenvolvidas, do que o corpo de qualquer outro animal. Em vez de se fazer
para o espírito um invólucro especial, ele teria achado um já pronto, sem deixar de ser espírito, em função disso.

3.- Kardec deixa bem claro que se trata unicamente de uma hipótese, de modo algum posta como um princípio,
apresentada, apenas, para mostrar que a origem do corpo em nada prejudica o espírito, que é o ser principal. A
semelhança do corpo do homem com o do macaco não implica paridade entre o espírito humano e o do macaco
(princípio inteligente, no caso).

4.- Admitida essa hipótese, pode se dizer que, sob a influência e por efeito da atividade intelectual do seu novo habitante (espírito), o envoltório se modificou. Embelezou-se nas particularidades, conservando a forma geral do conjunto. (Obs.:
Vimos, no estudo anterior, que o espírito modela o seu envoltório e o apropria às suas necessidades).

5.- Melhorados os corpos pela procriação, reproduziram-se nas mesmas condições, como sucede com as árvores de
enxerto. Deram origem a uma espécie nova, que, pouco a pouco, se afastou do tipo primitivo, à proporção que o espírito progredia. O macaco, que não foi aniquilado, continuou a procriar corpos de macaco, do mesmo modo que o fruto da
árvore silvestre reproduz árvores dessa espécie. O homem procriou corpos de homem, variantes do primeiro molde em
que ele se meteu.

6.- Assim, o tronco se bifurcou: produziu um ramo, que, por sua vez, tornou-se tronco. Como, na Natureza, não há
transições bruscas, é provável que os primeiros homens aparecidos na Terra pouco diferissem do macaco pela forma
exterior e, não muito, também, pela inteligência. Em nossos dias, ainda há selvagens que, pelo comprimento dos
braços e dos pés e pela conformação da cabeça, são tão semelhantes com o macaco, que só lhes falta ser peludos,
para se tornar completa a semelhança.


QUESTÕES PARA ESTUDO


a) Em que se fundamenta a hipótese do início do processo reencarnatório dos espíritos através do corpo de um macaco?

b) De que forma teria se dado a evolução para os corpos humanos que hoje conhecemos?


  Conclusão deste estudo 
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