Espiritismo Educação Recursos Ajuda Serviços
Estudos
Salas de Estudo      O Livro dos Espíritos      O Evangelho      A Gênese
O Livro dos Médiuns      Série André Luiz      Educar      Família      
Home > A Gênese
Reencarnações (itens 33 e 34) (Estudo 76 de 136)

       

1.- O princípio da reencarnação é uma conseqüência necessária da lei de progresso. Sem a reencarnação, não há como
se explicar a diferença entre o presente estado social e o dos tempos de barbárie. Se as almas são criadas ao mesmo
tempo que os corpos, as que nascem hoje são tão novas quanto as que viviam há mil anos e nenhuma conexão haveria
entre elas.

2.- Por que, então, as de hoje haviam de ser melhor dotadas por Deus, do que as que as precederam? Por que têm
melhor compreensão? Por que possuem instintos mais apurados, costumes mais brandos? Por que têm a intuição de
certas coisas, sem as haverem aprendido? A menos se admita que Deus cria almas de diversas qualidades, de acordo
com os tempos e lugares, o que contrariaria a a idéia de uma justiça soberana, não há explicação sem que se considere
a reencarnação dos espíritos.

3.- Admitindo-se, ao contrário, que as almas de agora já viveram em tempos distantes e que, possivelmente, foram
bárbaras, mas progrediram; que, a cada nova existência, trazem o que adquiriram nas existências precedentes; que, por conseguinte, as dos tempos civilizados não são almas criadas mais perfeitas, porém que se aperfeiçoaram por si
mesmas com o tempo, teremos a única explicação plausível da causa do progresso social.

4.- Pensam alguns que as diferentes existências da alma se efetuam, passando elas de mundo em mundo e não num
mesmo orbe, onde cada espírito viria uma única vez. Seria admissível esta doutrina, se todos os habitantes da Terra
estivessem no mesmo nível intelectual e moral. Eles então só poderiam progredir indo de um mundo a outro e nenhuma
utilidade lhes adviria da encarnação na Terra. Desde que aí se notam a inteligência e a moralidade em todos os graus,
desde a selvajaria que beira o animal até a mais adiantada civilização, é evidente que esse mundo constituí um vasto
campo de progresso.

5.- Não fosse assim, Deus houvera feito coisa inútil, colocando lado a lado a ignorância e o saber, a barbaria e a
civilização, o bem e o mal, quando precisamente esse contato é que faz com que os retardatários avancem. Não há,
pois, necessidade de que os homens mudem de inundo a cada etapa de aperfeiçoamento. Longe de ser isso vantagem
para o progresso, ser-lhe-ia um entrave, porquanto o Espírito ficaria privado do exemplo que lhe oferece a observação do
que ocorre nos graus mais elevados e da possibilidade de reparar seus erros no mesmo meio e em presença daqueles
a quem ofendeu, possibilidade que é, para ele, o mais poderoso modo de realizar o seu progresso moral. Após curta
coabitação, dispersando-se os Espíritos e tornando-se estranhos uns aos outros, romper-se-iam os laços de família, à
falta de tempo para se consolidarem.

6.- O Espírito, portanto, tem que permanecer no mesmo mundo, até que haja adquirido a soma de conhecimentos e o
grau de perfeição que esse mundo comporta. Se alguns há que antecipadamente deixam o mundo em que vinham
encarnando, é isso devido a causas individuais que Deus pesa em sua sabedoria.

7.- Se a Terra se destinasse a ser uma única etapa do progresso para cada indivíduo, que utilidade haveria, para os
espíritos das crianças que morrem em tenra idade, vir passar aí alguns anos, alguns meses, algumas horas, durante
os quais nada podem haurir dele? O mesmo ocorre se pondere com referência aos idiotas e aos cretinos. Para o
progresso daqueles que cumprem na Terra uma missão normal, há vantagem real em volverem ao mesmo meio para aí continuarem o que deixaram inacabado, muitas vezes na mesma família ou em contato com as mesmas pessoas, a
fim de repararem o mal que tenham feito ou de sofrerem a pena de talião.


QUESTÕES PARA ESTUDO


a) Como o princípio da reencarnação ajuda a entender as diferenças entre os homens primitivos e a civilização atual?

b) Quais os inconvenientes de ordem moral, apontados por Kardec, para refutar a teoria segundo a qual o espírito deveria mudar de mundo a cada nova encarnação?

c) E de ordem material?

d) Por que a teoria de que a Terra é a única etapa do progresso do espírito contraria a sabedoria e a justiça divinas?

e) Quais os motivos das encarnações do espírito se cumprirem, geralmente, no mesmo mundo?
  Conclusão deste estudo 
1998-2015 | CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo