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Doutrina dos anjos decaídos e da perda do paraíso - 1ª pte. (itens 43 a 45) (Estudo 79 de 136)

       

1.- Logo que um mundo tem chegado a um de seus períodos de transformação, a fim de ascender na hierarquia dos
mundos, operam-se mutações na sua população encarnada e desencarnada. É quando se dão as grandes emigrações
e imigrações.

2.- Os que, apesar da sua inteligência e do seu saber, perseveram no mal, tornam-se, daí em diante, um embaraço ao
progresso moral deste mundo e à felicidade dos bons. Assim, são excluídos da humanidade a que até então pertencem
e tangidos para mundos menos adiantados, onde aplicarão a inteligência e a intuição dos conhecimentos que adquiriram
ao progresso daqueles entre os quais passam a viver e expiarão suas faltas passadas e seu voluntário endurecimento.

3.- Que serão tais seres, entre essas outras populações, para eles novas, senão anjos ou espíritos decaídos? Não é,
para eles, um paraíso perdido a terra donde foram expulsos? Essa terra não lhes era um lugar de delícias, em
comparação com o meio ingrato onde vão ficar relegados por milhares de séculos, até que hajam merecido libertar-se
dele? A vaga lembrança intuitiva que guardam da terra donde vieram é uma como longínqua miragem a lhes recordar o
que perderam por culpa própria.

Obs.: Kardec esclarece que apresentou essa teoria na Revista Espírita como uma opinião pessoal, a título de ensaio.
Todavia, essa teoria foi bem aceita pela maioria dos espíritas e confirmada pelas instruções dos Espíritos, passando,
portanto, pelo controle universal a que submetia toda a matéria objeto de estudo antes de incorporá-la à Doutrina.

4.- Ao mesmo tempo que os maus se afastam do mundo em que habitavam, espíritos melhores aí os substituem,
vindos, quer da erraticidade concernente a esse mundo, quer de um mundo menos adiantado, que mereceram
abandonar e para quem a nova habitação é uma recompensa. Renovada e depurada a população espiritual dos seus
piores elementos, ao cabo de algum tempo o estado moral do mundo se encontra melhorado. São, às vezes, parciais
essas mutações, isto é, circunscritas a um povo, a uma raça; doutras vezes, são gerais, quando chega para o globo
o período de renovação.

5.- A raça adâmica apresenta todos os caracteres de uma raça proscrita. Os espíritos que a integram foram exilados
para a Terra, já povoada de homens primitivos, imersos na ignorância, que aqueles tiveram por missão fazer progredir.
Não é esse, com efeito, o papel que essa raça há desempenhado até hoje? Sua superioridade intelectual prova que o
mundo donde vieram os espíritos que a compõem era mais adiantado do que a Terra.

6.- Relegando aquela raça para esta terra de labor e de sofrimentos, teve Deus razão para lhe dizer: "Dela tirarás o
alimento com o suor da tua fronte." Na sua mansuetude, prometeu-lhe que enviaria um Salvador, isto é, um que a
esclareceria sobre o caminho que lhe cumpria tomar, para sair desse lugar de miséria, desse inferno, e ganhar a
felicidade dos eleitos. Esse Salvador ele, com efeito, lho enviou, na pessoa do Cristo, que lhe ensinou a lei de amor
e de caridade que ela desconhecia e que seria a verdadeira âncora de salvação.

QUESTÕES PARA ESTUDO

a) Como devemos entender a expressão "anjos decaídos"?

b) E "perda do paraíso"?

c) Podemos indentificar nos espíritos que constituíram a chamada raça adâmica os "anjos decaídos"?

d) Que conseqüências trouxe para a Terra a chegada desses "anjos decaídos"?


  Conclusão deste estudo 
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