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O Espiritismo não faz milagres - 1ªparte (itens 4 a 10) (Estudo 87 de 136)

       

R E S U M O


1.- O Espiritismo vem fazer o que cada ciência faz no seu advento: revelar novas leis e explicar os fenômenos que estão
compreendidos na alçada dessas leis. Esses fenômenos, é certo, se prendem à existência dos espíritos e à intervenção
deles no mundo material. Isso é, dizem, o sobrenatural. Mas, então, fora mister se provasse que os espíritos e suas
manifestações são contrárias às leis da Natureza e que aí não há, nem pode haver, a ação de uma dessas leis.

2.- O espírito não é mais do que a alma sobrevivente ao corpo, o ser principal, pois que não morre. Sua existência,
portanto, é tão natural depois como durante a encarnação e está submetido às leis que regem o princípio espiritual como
o corpo está às que regem o princípio material. Como reagem incessantemente um sobre o outro, resultando da ação
simultânea deles o movimento e a harmonia do conjunto, segue-se que a espiritualidade e a materialidade são duas
partes de um mesmo todo, tão natural uma quanto a outra, não sendo, pois, a primeira uma exceção, uma anomalia na
ordem das coisas.

3.- Durante a sua encarnação, o espírito atua sobre a matéria por intermédio do seu corpo fluídico ou perispírito, dando-
-se o mesmo quando ele não está encarnado. Como espírito, faz o que fazia como homem. Como já não tem o corpo
carnal para instrumento, serve-se, quando necessário, dos órgãos materiais de um encarnado, que vem a ser o a que se
chama médium.

4.- Já não sendo os mesmos que no estado de encarnação o meio e o modo em que atuam os espíritos, diferentes são
os efeitos, que parecem sobrenaturais unicamente porque se produzem com o auxílio de agentes que não são os de que
nos servimos. Desde, porém, que esses agentes estão na Natureza e as manifestações se dão em virtude de certas leis,
nada há de sobrenatural ou de maravilhoso.

5.- Uma vez que estão no quadro dos da Natureza, os fenômenos espíritas se hão produzido em todos os tempos, mas, como não podiam ser estudados pelos meios materiais de que dispõe a ciência, permaneceram muito mais tempo do
que outros no domínio do sobrenatural, de onde o Espiritismo agora os tira.

6.- Entretanto, dir-se-á que, se um espírito pode levantar uma mesa e mantê-la no espaço sem ponto de apoio, não está
aí uma derrogação da lei da gravidade? Sim, da lei conhecida. Conhecem-se, porém, todas as leis? Antes que se houvesse experimentado a força ascensional de alguns gases, quem diria que uma pesada máquina, transportando muitos homens, poderia triunfar da força de atração? Ao vulgo, isso não pareceria maravilhoso, diabólico?

7.- O sobrenatural se baseia no inexplicável e deixa livre a imaginação, gerando crenças supersticiosas. Logo que se
apresente uma explicação racional, fundada nas leis da Natureza, o homem retoma o terreno da realidade, pondo termo
às superstições. Longe de ampliar o domínio do sobrenatural, o Espiritismo o restringe. Faz crer na possibilidade de
alguns fatos e impede a crença em diversos outros, demonstrando, no campo da espiritualidade, a exemplo da ciência
no da materialidade, o que é possível e o que não o é. Como não alimenta a pretensão de haver dito a última palavra
sobre o que for, nem mesmo sobre o que é da sua competência, o Espiritismo não se apresenta como absoluto regulador
do possível e deixa de parte os conhecimentos reservados ao futuro.

8.- Os fenômenos espíritas consistem nos diferentes modos de manifestação da alma ou espírito, quer durante a
encarnação, quer no estado de erraticidade. É pelas manifestações que produz que a alma revela sua existência, a sua sobrevivência e a sua individualidade. Julga-se dela pelos seus efeitos. Sendo natural a causa, o efeito também o é. São
esses efeitos que constituem objeto especial das pesquisas e do estudo do Espiritismo, a fim de chegar-se a um
conhecimento tão completo quanto possível, assim da natureza e dos atributos da alma, como das leis que regem o
princípio espiritual.

9.- Os que negam a existência do princípio espiritual independente e sobrevivente, a Natureza toda está na matéria
tangível. Todos os fenômenos que concernem à espiritualidade são, para esses negadores, sobrenaturais e, portanto,
quiméricos. Não admitindo a causa não podem eles admitir os efeitos e, quando estes são patentes, os atribuem à
imaginação, à ilusão, à alucinação e se negam a aprofundá-los. Daí, a opinião preconcebida em que se acastelam e
que os torna inaptos a apreciar judiciosamente o Espiritismo, porque parte do princípio de negação de tudo o que não
seja material.

Obs.: Allan Kardec faz um estudo detalhado dos sistemas de negação do Espiritismo no Livro dos Médiuns, primeira
parte, capítulo IV.




QUESTÕES PARA ESTUDO


a) Por que o Espiritismo e os fenômenos espíritas não podem ser considerados sobrenaturais, como entendem alguns?

b) Encontrando-se desencarnado, como pode o espírito atuar sobre as leis da matéria?

c) Como o Espiritismo vê a questão do sobrenatural?

d) O que são os chamados fenômenos espíritas?

e) Para os negadores da existência do espírito, em que se resume a Natureza? Como eles vêem os fenômenos espíritas?


  Conclusão deste estudo 
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