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O Espiritismo não faz milagres - 2ª parte (itens 11 a 14) (Estudo 88 de 136)

       

R E S U M O


1.- Do fato de o Espiritismo admitir os efeitos que são corolário da existência da alma não se segue que admita todos os
efeitos qualificados de maravilhosos e que se proponha a justifica-Los e dar-lhes crédito. Seus adversários julgam opor-lhe
um argumento irreplicável, quando, depois de haverem feito eruditas pesquisas, chegaram a descobrir fatos patentes de
embuste, que ninguém contesta. Mas, essas histórias serão, porventura, o Evangelho do Espiritismo? Já terão seus
adeptos negado que o charlatanismo haja explorado em proveito próprio alguns fatos; que a imaginação os tenha criado;
que o fanatismo os haja exagerado muitíssimo?

2.- Os fenômenos espíritas são as mais das vezes espontâneos e se produzem sem nenhuma idéia preconcebida da
parte das pessoas com quem eles se dão. Alguns há que, em certas circunstâncias, podem ser provocados pelos
agentes denominados médiuns. No primeiro caso, o médium é inconsciente do que se produz por seu intermédio; no
segundo, age com conhecimento de causa, donde a classificação de médiuns conscientes e médiuns inconscientes.

3.- Estes últimos são os mais numerosos e se encontram com freqüência entre os mais obstinados incrédulos que,
assim, praticam o Espiritismo sem o saberem nem quererem. Por isso mesmo, os fenômenos espontâneos revestem
capital importância, visto não se poder suspeitar da boa-fé dos que os obtêm. Dá-se aqui o que se dá com o sonambulismo
que, em certos indivíduos, é natural e involuntário, enquanto que noutros é provocado pela ação magnética.

4.- Resultem ou não esses fenômenos de um ato da vontade, a causa primária é exatamente a mesma e não se afasta
uma linha das leis naturais. Os médiuns, portanto, nada absolutamente produzem de sobrenatural, nenhum milagre
fazem. As próprias curas instantâneas não são mais milagrosas do que os outros efeitos, dado que resultam da ação de
um agente fluídico, que desempenha o papel de agente terapêutico, cujas propriedades não deixam de ser naturais por
terem sido ignoradas até agora.

5.- A intervenção de inteligências ocultas nos fenômenos espíritas não os torna mais milagrosos do que todos os outros fenômenos devidos a agentes invisíveis, porque esses seres ocultos que povoam os espaços são uma das forças da
Natureza, cuja ação é incessante sobre o mundo material, tanto quanto sobre o mundo moral. Esclarecendo-nos acerca
dessa força, o Espiritismo faculta a elucidação de uma imensidade de coisas inexplicadas e inexplicáveis por qualquer
outro meio e que, por isso, passaram por prodígios nos tempos idos.

6.- Do mesmo modo que o magnetismo, ele revela uma lei, senão desconhecida, pelo menos mal compreendida. Os
efeitos eram conhecidos, porque em todos os tempos se produziram. Porém, não se conhecia a lei e foi esse
desconhecimento desta que gerou a superstição. Conhecida essa lei, desaparece o maravilhoso e os fenômenos entram
na ordem das coisas naturais.

7.- Os fatos considerados milagrosos ocorridos antes e depois do advento do Espiritismo encontram explicação nas
novas leis que ele veio revelar, compreendendo-se na ordem dos fenômenos espíritas e nada tendo de sobrenaturais.
Fica claro que se está referindo a fatos autênticos e não a fatos forjados nem a lendas, que, com a denominação de
milagres, têm o objetivo de explorar a credulidade.



QUESTÕES PARA ESTUDO


a) Podem ser considerados fenômenos espíritas todos os fatos tidos como milagrosos?

b) É correto se considerar um fenômeno espírita apenas aquele provocado pelos médiuns?

c) Em que se baseiam os fenômenos espíritas e como se pode explicá-los?

d) Há milagres, na acepção usual do termo?


  Conclusão deste estudo 
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