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O sobrenatural e as religiões (itens 18 e 19) (Estudo 90 de 136)

       

R E S U M O


1.- Pretender-se que o sobrenatural é o fundamento de toda religião é sustentar perigosa tese. Assentar exclusivamente
as verdades do Cristianismo sobre a base do maravilhoso é dar-lhe fraco alicerce, cujas pedras facilmente se soltam.
Essa tese, de que se constituíram defensores eminentes teólogos, leva direito à conclusão de que, em breve tempo, já
não haverá religião possível, nem mesmo a cristã, desde que se chegue a demonstrar que é natural o que se considerava
sobrenatural.

2.- Explicado o fato pelas leis naturais e podendo reproduzir-se por intermédio de um indivíduo qualquer, deixa de ser
privilégio dos santos. As religiões não necessitam do sobrenatural, mas do princípio espiritual, que erradamente costumam confundir com o maravilhoso, sem o qual não há religião possível.

3.- O Espiritismo considera de um ponto mais elevado a religião cristã. Dá-lhe base mais sólida do que a dos milagres:
as imutáveis leis de Deus, a que obedecem tanto o princípio espiritual como o material. Essa base desafia o tempo e a
Ciência, pois que o tempo e a Ciência virão sancioná-la. Deus não se torna menos digno da nossa admiração, do nosso
reconhecimento, do nosso respeito, por não haver derrogado suas leis, sobretudo pela imutabilidade que as caracteriza.

4.- Não se faz mister o sobrenatural para que se preste a Deus o culto que lhe é devido. A Naturezanão é de si mesma
tão imponente, que dispense se lhe acrescente seja o que for para provar a suprema potestade? Tanto menos incrédulos
topará a religião quanto mais a razão a sancionar em todos os pontos. O Cristianismo nada tem que perder com
semelhante sanção. Ao contrário, só tem que ganhar. Se alguma coisa o há prejudicado, foi precisamente o abuso do
sobrenatural e do maravilhoso.

5.- Se tomarmos a palavra milagre em sua acepção etimológica, no sentido de coisa admirável, teremos, de modo
incessante, milagres sob as vistas. Querem dar ao povo, aos ignorantes, aos pobres de espírito, uma idéia do poder
de Deus? Mostrem-no na sabedoria infinita que preside a tudo, no admirável organismo de tudo o que vive. Façam-lhes compreender, principalmente, que o mal real é obra do homem e não de Deus. Não procurem espavori-los com o quadro
das penas eternas, em que acabam não mais crendo e que os levam a duvidar da bondade de Deus.

6.- Apontem-lhes as descobertas da Ciência como revelações das leis divinas e não como obras de Satanás. Ensinem-
-lhes, finalmente, a ler no livro da Natureza, constantemente aberto diante deles, em que, em cada uma de suas páginas,
acham-se inscritas a sabedoria e a bondade do Criador. Eles, então, compreenderão que um Ser tão grande, que com
tudo se ocupa, que por tudo vela, que tudo prevê, forçosamente dispõe do poder supremo. Vê-lo-á o lavrador, ao sulcar
o seu campo e o desditoso, nas suas aflições, o bendirá dizendo: Se sou infeliz, é por culpa minha. Então, os homens
serão verdadeiramente religiosos, racionalmente religiosos, sobretudo, muito mais do que acreditando em pedras que
suam sangue ou em estátuas que piscam os olhos e derramam lágrimas.


QUESTÕES PARA ESTUDO

a) Segundo Kardec, qual o risco que a crença no sobrenatural traz para as religiões?

b) Com relação a este tema, em que o Espiritismo se diferencia das demais religiões cristãs?

c) Inexistindo milagres, como se demonstrar o poder de Deus?
  Conclusão deste estudo 
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