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Formação e propriedades do perispírito (itens 7 a 12) (Estudo 92 de 136)

       

R E S U M O


1.- O perispírito ou corpo fluídico dos Espíritos é um dos mais importantes produtos do fluido cósmico universal. É uma condensação desse fluido em torno de um foco de inteligência, que é o espírito. Já vimos que também o corpo carnal tem sua origem nesse mesmo fluido condensado e transformado em matéria tangível. Ambos são matéria, ainda que em
dois estados diferentes. No perispírito, a transformação molecular se opera diferentemente, porquanto o fluido conserva a
sua imponderabilidade e suas qualidades etéreas.

2.- O Espírito extrai o seu perispírito dos fluidos ambientes do meio onde se encontra. Por isso os elementos que constituem
o perispírito variam conforme os mundos. Nos mundos mais adiantados em comparação com a Terra, onde a vida corpórea
não apresenta a materialidade da nossa, os envoltórios perispirituais hão de ser de natureza muito mais quintessenciada. Assim como não poderíamos existir naqueles mundos com o nosso corpo carnal, também não poderíamos neles penetrar
com o perispírito terrestre. Emigrando da Terra, o espírito deixa aí o seu invólucro fluídico e toma outro apropriado ao mundo
onde vai habitar.

3.- A natureza do envoltório fluídico está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do espírito. Os espíritos inferiores, cujo envoltório fluídico ainda é por demais pesado, não podem mudá-lo a seu bel-prazer, não podendo passar, à
vontade, de um mundo para outro. Alguns há cujo envoltório ainda é por demais pesado com relação ao mundo espiritual,
não permitindo que eles saiam do meio que lhes é próprio. Confundem o perispírito com o corpo carnal, razão por que
continuam a crer-se vivos, permanecendo na superfície da Terra, como os encarnados. Outros, um pouco mais
desmaterializados, não o são, contudo, suficientemente, para se elevarem acima das regiões terrestres.

4.- Os espíritos superiores, ao contrário, podem vir aos mundos inferiores e encarnar neles. Tiram dos elementos
constitutivos do mundo onde entram a matéria para a formação do envoltório fluídico ou carnal apropriado ao meio em
que se encontrem. É assim que os espíritos da categoria mais elevada podem se manifestar aos habitantes da Terra ou
encarnar em missão entre estes.

5.- As camadas de fluidos espirituais que cerca a Terra se pode comparar às camadas inferiores da atmosfera. São mais pesadas, mais compactas e menos puras do que as camadas superiores. Não são homogêneos esses fluidos. São uma
mistura de moléculas de diversas qualidades, entre as quais necessariamente se encontram. as moléculas elementares
que lhes formam a base, porém mais ou menos alteradas.

6.- Os Espíritos chamados a viver nesse meio tiram dele seus perispíritos. Conforme seja mais ou menos depurado o
espírito, seu perispírito se formará das partes mais puras ou das mais grosseiras do fluido peculiar ao mundo onde ele
encarna. O espírito produz aí, sempre por comparação e não por assimilação, o efeito de um reativo químico que atrai a
si as moléculas que a sua natureza pode assimilar. Daí, a constituição íntima do perispírito não é a mesma em todos os
espíritos encarnados ou desencarnados que povoam a Terra ou o espaço que a circunda.

7.- O mesmo já não se dá com o corpo carnal, que, como foi demonstrado, forma-se do mesmos elementos, qualquer
que seja a superioridade ou a inferioridade do espírito. Por isso, em todos, são os mesmos os efeitos que o corpo produz,
ao passo que diferem em tudo o que respeita ao perispírito. O envoltório perispirítico de um espírito se modifica com o
progresso moral que este realiza em cada encarnação, embora ele continue encarnando no mesmo meio. Os espíritos superiores, embora encarnando, excepcionalmente, em missão, num mundo inferior, têm perispírito menos grosseiro do
que o dos indígenas desse mundo.

8.- O meio está sempre em relação com a natureza dos seres que têm de nele viver. O fluido etéreo está para as
necessidades do espírito como a atmosfera para as dos encarnados. Do mesmo modo que os peixes não podem viver no
ar e que os animais terrestres não podem viver numa atmosfera muito rarefeita para seus pulmões, os espíritos inferiores
não podem suportar o brilho e a impressão dos fluidos mais etéreos. Não morreriam no meio desses fluidos, porque o
espírito não morre, mas uma força instintiva os mantêm afastados dali, como a criatura terrena se afasta de um fogo
muito ardente ou de uma luz muito deslumbrante.

9.- Assim, tudo no Universo se liga, tudo se encadeia, tudo se acha submetido à grande e harmoniosa lei de unidade,
desde a mais compacta materialidade até a mais pura espiritualidade. A potência divina refulge em todas as partes desse grandioso conjunto e, no entanto, quer-se que Deus, não contente com o que há feito, venha perturbar essa harmonia, rebaixando-se ao papel de mágico e produzindo efeitos pueris, dignos de um prestidigitador. E ousa-se, ainda por cima,
dar-lhe como rival em habilidade o próprio Satanás! Não haveria modo de amesquinhar mais a majestade divina e admiram-
-se de que a incredulidade progrida.

QUESTÕES PARA ESTUDO

a) São idênticos os perispíritos nos diversos mundos habitados?

b) E num mesmo mundo, como a Terra, por exemplo, são idênticos os perispíritos?

c) Sendo diferentes os perispíritos dos espíritos superiores, como fazem eles para penetrarem nos mundos inferiores?

d) O espírito necessita mudar-se do meio em que vive para depurar o seu perispírito?

e) Como se explica o fato dos espíritos inferiores não poderem ter acesso a mundos superiores, mesmo desencarnados?

  Conclusão deste estudo 
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