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Obsessões e possessões (itens 45 a 49) (Estudo 100 de 136)

       

1.- A ação malfazeja dos maus espíritos que pululam em torno da Terra, em conseqüência da inferioridade moral de
seus habitantes, é um dos flagelos com que a humanidade se defronta. A obsessão, que é um dos efeitos dessa ação,
como as enfermidades e todas as atribulações da vida, deve, pois, ser considerada como provação ou expiação e aceita
com esse caráter.

2.- Chama-se obsessão à ação persistente que um espírito mau exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diferentes, que vão desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais. Ela obstrui todas as faculdades mediúnicas. Na mediunidade psicográfica e na
audiente, traduz-se pela obstinação de um Espírito em querer manifestar-se, com exclusão de qualquer outro.

3.- Assim como as enfermidades físicas tornam o corpo acessível às perniciosas influências exteriores, a obsessão
decorre sempre de uma imperfeição moral, que dá ascendência a um espírito mau. A uma causa física, opõe-se uma
força física; a uma causa moral preciso é se contraponha uma força moral. Para preservar-se das enfermidades físicas,
fortifica-se o corpo; para garanti-la contra a obsessão, tem-se que fortalecer a alma. O obsidiado necessita de trabalhar
por melhorar a si próprio, o que, geralmente, basta para livrá-lo do obsessor. Quando, porém, a obsessão degenera em subjugação e em possessão, porque nesse caso o paciente não raro perde vontade e o livre-arbítrio, impõe-se o auxílio
de terceiros.

4.- Quase sempre a obsessão exprime vingança tomada por um espírito e cuja origem freqüentemente se encontra nas
relações que o obsidiado manteve com o obsessor, em precedente existência. Nos casos de obsessão grave, o obsidiado
fica como que envolto e impregnado de um fluido pernicioso, que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele. É
daquele fluido que importa desembaraçá-lo.

5.- Não podendo um fluído mau ser eliminado por outro igualmente mau, preciso se faz expelir um fluido mau com o
auxílio de um fluido melhor. Cumpre, sobretudo, atuar sobre o ser inteligente obsessor, ao qual é preciso se falar com
autoridade, que, entretanto, falece a quem não tenha superioridade moral. Quanto maior esta for, tanto maior também
será aquela. Para assegurar a libertação da vítima, indispensável se torna, também, que o espírito perverso seja levado
a renunciar aos seus maus desígnios, fazendo com que se arrependa e deseje o bem. Isso se dá por meio de instruções habilmente ministradas, em evocações particularmente feitas com o objetivo de dar-lhe educação moral.

6.- O trabalho se torna mais fácil quando o obsidiado, compreendendo a sua situação, para ele concorre com a vontade
e a prece. Outro tanto não sucede quando, seduzido pelo espírito que o domina, se ilude com relação às qualidades
deste último e se compraz no erro a que é conduzido, porque, então, longe de a secundar, o obsidiado repele toda
assistência. É o caso da fascinação, infinitamente mais rebelde sempre, do que a mais violenta subjugação.

7.- Na obsessão, o espírito atua exteriormente, com a ajuda do seu perispírito, que ele identifica com o do encarnado,
ficando este afinal enlaçado por uma como teia e constrangido a proceder contra a sua vontade. Na possessão, em vez
de agir exteriormente, o espírito atuante se substitui, por assim dizer, ao espírito encarnado. Toma-lhe o corpo para
domicílio, temporariamente, pois um espírito desencarnado não pode tomar definitivamente o lugar de um encarnado.

8.- De posse momentânea do corpo do encarnado, o espírito se serve dele como se seu próprio fora: fala pela sua boca,
vê pelos seus olhos, opera com seus braços, conforme o faria se estivesse vivo. Não é como na mediunidade
falante, em que o espírito encarnado fala transmitindo o pensamento de um desencarnado. No caso da possessão é o
desencarnado que fala e obra.

9.- Na obsessão há sempre um espírito malfeitor. Na possessão, pode se dar de um espírito bom que queira falar e que,
para causar maior impressão nos ouvintes, toma do corpo de um encarnado, que voluntariamente o empresta. Isso se
verifica sem qualquer perturbação ou incômodo, durante o tempo em que o espírito encarnado se acha em liberdade,
como no estado de emancipação, conservando-se este último ao lado do seu substituto para ouvi-lo.

10.- Quando é mau o espírito possessor, ele não toma moderadamente o corpo do encarnado, arrebata-o, se este não
possui bastante força moral para lhe resistir. Fá-lo por maldade para com este, a quem tortura e martiriza de todas as
formas, indo ao extremo de tentar exterminá-lo. Servindo-se dos órgãos e dos membros do infeliz paciente, blasfema,
injuria e maltrata os que o cercam, entrega-se a excentricidades e a atos que apresentam todos os caracteres da
loucura furiosa.

11.- São as mais das vezes individuais a obsessão e a possessão; mas, não raro são epidêmicas. Quando sobre uma
localidade se lança uma revoada de maus espíritos, é como se uma tropa de inimigos a invadisse. Pode, então, ser
muito considerável o número dos indivíduos atacados.


QUESTÕES PARA ESTUDO

a) O que é a obsessão e qual a maneira que Kardec recomenda de evitá-la?

b) Qual a orientação de Kardec para combater uma obsessão já instalada?

c) Como podemos definir o fenômeno da possessão?

d) Quais as suas principais características?

e) Qual a diferença entre a possessão e a obsessão?
  Conclusão deste estudo 
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