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Prodígios por ocasião da morte de Jesus (itens 54 e 55) (Estudo 113 de 136)

       

54.- Ora, desde a sexta hora do dia até à nona, toda a Terra se cobriu de trevas.

Ao mesmo tempo, o véu do Templo se rasgou em dois, de alto a baixo; a terra tremeu; as pedras se fenderam;
- os sepulcros se abriram e muitos corpos de santos, que estavam no sono da morte, ressuscitaram; - e, saindo
de seus túmulos após a ressurreição, vieram à cidade santa e foram vistos por muitas pessoas. (S. Mateus, cap.
XXVII, versículos 45, 51 a 53.)


55.- É singular que tais prodígios, operando-se no momento mesmo em que a atenção da cidade se fixava no suplício
de Jesus, que era o acontecimento do dia, não tenham sido notados, pois que nenhum historiador os menciona. Parece impossível que um tremor de terra e o ficar toda a Terra envolta em trevas durante três horas, num país onde o céu é
sempre de perfeita limpidez, hajam podido passar despercebidos.

A duração de tal obscuridade teria sido quase a de um eclipse do Sol, mas os eclipses dessa espécie só se produzem
na lua nova, e a morte de Jesus ocorreu em fase de lua cheia, a 14 de Nissan, dia da Páscoa dos judeus.

O obscurecimento do Sol também pode ser produzido pelas manchas que se lhe notam na superfície. Em tal caso, o
brilho da luz se enfraquece sensivelmente, porém, nunca ao ponto de determinar obscuridade e trevas. Admitido que
um fenômeno desse gênero se houvesse dado, ele decorreria de uma causa perfeitamente natural. (V. obs.)

Quanto aos mortos que ressuscitaram, possivelmente algumas pessoas tiveram visões ou viram aparições, o que não é excepcional. Entretanto, como então não se conhecia a causa desse fenômeno, supuseram que as figuras vistas saíam
dos sepulcros.

Compungidos com a morte de seu Mestre, os discípulos de Jesus sem dúvida ligaram a essa morte alguns fatos
particulares, aos quais noutra ocasião nenhuma atenção houveram prestado. Bastou, talvez, que um fragmento de
rochedo se haja destacado naquele momento, para que pessoas inclinadas ao maravilhoso tenham visto nesse fato um
prodígio e, ampliando-o, tenham dito que as pedras se fenderam.

Jesus é grande pelas suas obras e não pelos quadros fantásticos de que um entusiasmo pouco ponderado entendeu
de cercá-lo.

Observação de Kardec: Há constantemente, na superfície do Sol, manchas físicas, que lhe acompanham o
movimento de rotação e hão servido para determinar-se a duracão desse movimento. Às vezes, porém, essas
manchas aumentam em número, em extensão e em intensidade. É então que se produz uma diminuicão da luz
e do calor solares. O aumento do número das manchas parece coincidir com certos fenômenos astronômicos
e com a posicão relativa de alguns planetas, o que lhes determina o reaparecimento periódico. É muito variável
a duracão daquele obscurecimento; por vezes não vai além de duas ou três horas, mas, em 535, houve um que
durou catorze meses.

("A Gênese", capítulo XV, itens 54 e 55)


QUESTÕES PARA ESTUDO

a) Segundo Kardec, teria realmente ocorrido o fenômeno da escuridão que se abateu sobre toda a Terra no momento da
morte de Jesus?

b) E quanto ao episódio narrado no Evangelho em que "os sepulcros se abriram e muitos corpos desantos, que estavam
no sono da morte, ressustaram; - e, saindo de seus túmulos após a ressurreição, vieram à cidade santa e foram vistos
por muitas pessoas"? Como o Espiritismo pode explicar?



  Conclusão deste estudo 
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