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As virtudes e os vícios (1a. parte) (Estudo 155 de 193)

       


a) Toda virtude tem seu mérito próprio, porque indica progresso na senda do bem. Há virtude sempre que
há resistência voluntária ao arrastamento dos maus pendores. A mais meritória de todas é a que se assenta
na prática da caridade desinteressada.

b) Para se atingir essa virtude, todos têm que lutar. Os que aparentemente fazem o bem sem nenhum esforço
é porque já lutaram e triunfaram outrora. O bem se lhes tornou um hábito, por isso que nenhum esforço hoje
lhes custam os bons sentimentos. É o que ocorre nos mundos superiores à Terra, onde somente bons espíritos
os habitam. Nesses mundos, o sentimento do bem é espontâneo e constitui a regra. O mesmo se dará com a
Terra, quando a sua humanidade se houver transformado moralmente.

c) O interesse pessoal é o sinal mais característico da imperfeição. Muitos possuem qualidades reais, mas não
suportam quando vêm seus interesses pessoais feridos. O verdadeiro desinteresse ainda é coisa rara na Terra.
O apego às coisas materiais é um sinal notório de inferioridade, porque, quanto mais se apega aos bens deste
mundo, o homem demonstra menos compreender o seu destino..

d) A prodigalidade irrefletida não constitui virtude. Os que assim procedem demonstram desinteresse pelos
bens materiais mas não fazem todo o bem que podiam fazer. Todos terão que prestar contas da riqueza que
receberam e responderão pelo bem que deixaram de fazer.

e) O bem deve ser feito com desinteresse, sem se esperar compensação na Terra ou em outra vida. Aquele
que faz o bem apenas pelo desejo de agradar a Deus e ao próximo demonstra que já adquiriu um certo grau
de progresso e alcançará a felicidade mais depressa do que o que faz o bem calculadamente, sem estar
impelido pelo ardor natural de seu coração.

f) Não constitui indício de inferioridade querermos nos corrigir, vencer nossas paixões, com o propósito de
nos elevarmos. Nenhum egoísmo há em querer o homem melhorar-se para se aproximar de Deus. Procede
como egoísta, porém, aquele que calcula o que lhe possa cada uma de suas boas ações render na vida futura,
tanto quanto na vida terrena.

g) Mesmo sendo a vida corpórea um estado temporário, será sempre útil ao espírito a aquisição de
conhecimentos científicos relativos à matéria. Tendo que progredir em tudo para atingir a perfeição, o
progresso intelectual ajuda no desenvolvimento do espírito, que subirá mais despressa, se já houver progredido
em inteligência.


QUESTÕES PARA ESTUDO E PARTICIPAÇÃO:

1 - Qual o conceito de virtude, segundo o ensinamento dos Espíritos?

2 - Dentre os que fazem o bem sem qualquer esforço e os que o fazem mediante muita luta interna, quais os
que têm maior mérito?

3 - É reprovável a prática do bem visando uma recompensa futura?

4 - Os Espíritos apontaram o apego aos bens materiais e o interesse pessoal como os sinais mais característicos
da imperfeição. Por que esses sentimentos atrasam o progresso do espírito?

5 - A busca pelos conhecimentos trazidos pela ciência, sempre ligados à matéria, pode ser considerada apego à
vida material?
  Conclusão deste estudo 
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