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Natureza das penas e gozos futuros (3a.part e) (Estudo 174 de 193)

       

975- Os Espíritos inferiores compreendem a felicidade do justo?

_ Sim, e é isso o que os tortura, pois compreendem que estão privados dela por sua própria culpa. É por isso que o Espírito liberto da matéria aspira a uma nova existência corpórea, pois cada existência poderá abreviar , se for bem empregada, a duração desse suplício. É então que ele escolhe as provas que poderão expiar suas culpas. Porque, ficai sabendo, o Espírito sofre por todo o mal que fez ou do qual foi causador involuntário, por todo o bem que, tendo podido fazer, não o fez, e por todo o mal que resultar do bem que deixou de fazer. O Espírito errante não está mais envolvido pelo véu da matéria: é como se tivesse saído de um nevoeiro e vê o que o distancia da felicidade; então sofre ainda mais, porque compreende quanto é culpado. Para ele não existe mais a ilusão: vê a realidade das coisas.

O espírito, na erraticidade, abrange na sua visão, de um lado, todas as suas existências passadas, e do outro o futuro prometido, compreendendo o que lhe falta para atingi-lo. Como um viajante que chegou ao cume de uma montanha, vê a rota percorrida e o que falta para chegar ao seu destino.

976- Ver os Espíritos que sofrem não é para os bons uma causa de aflição , e nesse caso em que se transforma a sua felicidade assim perturbada?

_ Isso não é uma aflição, pois eles sabem que o mal terá um fim e ajudam os outros no seu aperfeiçoamento, estendendo-lhes a mão: essa é a sua ocupação e um gozo quando obtém êxito.

976a- Concebe-se isso da parte dos Espíritos estranhos ou indiferentes, mas a visão das dores e dos sofrimentos dos que lhe foram caros na Terra não lhes perturba a felicidade?

_ Se eles não vissem esses sofrimentos, vos seriam estranhos após a morte. Ora, a religião vos diz que as almas vos vêem mas consideram as vossas aflições de outro ponto de vista, pois sabem que os vossos sofrimentos são úteis para o vosso adiantamento, desde que os suporteis com resignação. Eles se afligem mais com a falta de coragem que vos atrasa do que com os sofrimentos que sabem ser passageiros.

977- Os Espíritos não podem ocultar-se reciprocamente os pensamentos e todos os atos da vida sendo conhecidos, segue-se que o culpado está sempre na presença da vítima?

_ Isso não pode ser de outra maneira, diz o bom senso.

977a- Essa revelação de todos os atos repreensíveis e a presença constante das vítimas serão um castigo para o culpado?

_ Maior do que se pensa, mas somente até que ele tenha expiado as suas culpas, seja como Espírito, seja como homem em novas existências corpóreas.

Quando estivermos no mundo dos Espíritos, todo o nosso passado estando descoberto, o bem e o mal que tivermos feito serão igualmente conhecidos. Em vão aquele que fez o mal tentará escapar à visão de suas vítimas: sua presença inevitável será para ele um castigo e um remorso incessante, até que tenha expiado os seus erros. O homem de bem, pelo contrário, só encontrará por toda parte olhares amigos e benevolentes.
Para o mau, não há maior tormento na Terra que a presença de suas vítimas. É por isso que ele sempre as evita. Que será dele quando, dissipada a ilusão das paixões, compreender o mal que praticou, vendo os seus atos mais secretos revelados, sua hipocrisia desmascarada, e sem poder subtrair-se à sua vista? Enquanto a alma do homem perverso é presa da vergonha, do pesar e do remorso, a do justo goza de perfeita serenidade.
(Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, tradução de J.Herculano Pires, editora LAKE)


Questões iniciais para estudo virtual:

1. Qual a causa pela qual os Espíritos inferiores sofrem?
2. De que forma os Espíritos bons sentem a infelicidade dos inferiores?
3. Comente a seguinte colocação: Quando estivermos no mundo dos Espíritos, todo o nosso passado estando descoberto, o bem e o mal que tivermos feito serão igualmente conhecidos. Em vão aquele que fez o mal tentará escapar à visão de suas vítimas: sua presença inevitável será para ele um castigo e um remorso incessante, até que tenha expiado os seus erros. O homem de bem, pelo contrário, só encontrará por toda parte olhares amigos e benevolentes
  Conclusão deste estudo 
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