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Duração das penas futuras (2a. parte) (Estudo 181 de 193)

       

A questão 1.009 do Livro dos Espíritos é respondida por vários espíritos, que dissertam sobre a temporariedade
das penas futuras. Vamos, nesta semana, estudar as respostas dadas a Kardec pelos espíritos Santo Agostinho
e Lamennais.

Na questão 1009, pergunta Kardec:

"Assim, as penas impostas jamais o são por toda a eternidade?"

Respostas dos Espíritos:

"Interrogai o vosso bom-senso, a vossa razão e perguntai-lhes se uma condenação perpétua, motivada
por alguns momentos de erro, não seria a negação da bondade de Deus. Que é, com efeito, a duração
da vida, ainda quando de cem anos, em face da eternidade? Eternidade! Compreendeis bem esta palavra? Sofrimentos, torturas sem-fim, sem esperanças, por causa de algumas faltas! O vosso juízo não repele
semelhante idéia? Que os antigos tenham considerado o Senhor do Universo um Deus terrível, cioso e
vingativo, concebe-se. Na ignorância em que se achavam, atribuíam à divindade as paixões dos homens.
Esse, todavia, não é o Deus dos cristãos, que classifica como virtudes primordiais o amor, a caridade,
a misericórdia, o esquecimento das ofensas. Poderia Ele carecer das qualidades, cuja posse prescreve,
como um dever, às Suas criaturas? Não haverá contradição em se Lhe atribuir a bondade infinita e a
vingança também infinita? Dizeis que, acima de tudo, Ele é justo e que o homem não Lhe compreende
a justiça. Mas, a justiça não exclui a bondade e Ele não seria bom, se condenasse a eternas e horríveis
penas a maioria das suas criaturas. Teria o direito de fazer da justiça uma obrigação para Seus filhos,
se lhes não desse meio de compreendê-la? Aliás, no fazer que a duração das penas dependa dos esforços
do culpado não está toda a sublimidade da justiça unida à bondade? Aí é que se encontra a verdade
desta sentença: "A cada um segundo as suas obras." (SANTO AGOSTINHO)

"Aplicai-vos, por todos os meios ao vosso alcance, em combater, em aniquilar a idéia da eternidade
das penas, idéia blasfematória da justiça e da bondade de Deus, gérmen fecundo da incredulidade, do
materialismo e da indiferença que invadiram as massas humanas, desde que as inteligências começaram
a desenvolver-se. O Espírito, prestes a esclarecer-se, ou mesmo apenas desbastado, logo lhe apreendeu
a monstruosa injustiça. Sua razão a repele e, então, raro é que não englobe no mesmo repúdio a pena
que o revolta e o Deus a quem a atribui. Daí os males sem conta que hão desabado sobre vós e aos quais
vimos trazer remédio. Tanto mais fácil será a tarefa que vos apontamos, quanto é certo que todas as
autoridades em quem se apóiam os defensores de tal crença evitaram todas pronunciar-se formalmente
a respeito. Nem os concílios, nem os Pais da Igreja resolveram essa grave questão. Muito embora, segundo
os Evangelistas e tomadas ao pé da letra as palavras emblemáticas do Cristo, ele tenha ameaçado os
culpados com um fogo que se não extingue, com um fogo eterno, absolutamente nada se encontra nas
suas palavras capaz de provar que o haja condenado eternamente.
Pobres ovelhas desgarradas, aprendei a ver aproximar-se de vós o bom Pastor, que,longe de vos banir
para todo o sempre de sua presença, vem pessoalmente ao vosso encontro, para vos reconduzir ao aprisco.
Filhos pródigos, deixai o vosso voluntário exílio; encaminhai vossos passos para a morada paterna. O
Pai vos estende os braços e está sempre pronto a festejar o vosso regresso ao seio da família." (LAMENNAIS)


QUESTÕES PARA ESTUDO:

1.- Segundo o ensinamento de Santo Agostinho, por que a doutrina das penas eternas é incompatível com a
idéia que o cristão deve fazer sobre Deus?

2.- Como surgiu a idéia das penas eternas?

3.- Por que o espírito Lamennais afirma que a doutrina das penas eternas pode levar à incredulidade e ao
materialismo?

4.- É compatível a doutrina das penas eternas com a da evolução do espírito, isto é, com o progresso das almas,
ensinado pelo Espiritismo?

  Conclusão deste estudo 
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