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C O N C L U S Ã O - Item VI (Estudo 190 de 193)

       

VI

" Falsíssima idéia formaria do Espiritismo quem julgasse que a sua força lhe vem da prática das manifestações
materiais e que, portanto, obstando-se a tais manifestações, se lhe terá minado a base. Sua força está na sua
filosofia, no apelo que dirige à razão, ao bom-senso. Na antigüidade, era objeto de estudos misteriosos, que
cuidadosamente se ocultavam do vulgo. Hoje, para ninguém tem segredos. Fala uma linguagem clara, sem
ambigüidades. Nada há nele de místico, nada de alegorias susceptíveis de falsas interpretações. Quer ser
por todos compreendido, porque chegados são os tempos de fazer-se que os homens conheçam a verdade.
Longe de se opor à difusão da luz, deseja-a para todo o mundo. Não reclama crença cega; quer que o
homem saiba por que crê. Apoiando-se na razão, será sempre mais forte do que os que se apóiam no nada.

Os obstáculos que tentassem oferecer à liberdade das manifestações poderiam pôr-lhe fim? Não, porque
produziriam o efeito de todas as perseguições: o de excitar a curiosidade e o desejo de conhecer o que foi
proibido. De outro lado, se as manifestações espíritas fossem privilégio de um único homem, sem dúvida
que, segregado esse homem, as manifestações cessariam. Infelizmente para os seus adversários, elas estão ao
alcance de toda gente e todos a elas recorrem, desde o mais pequenino até o mais graduado, desde o palácio
até a mansarda. Poderão proibir que sejam obtidas em público. Sabe-se, porém, precisamente que em público
não é onde melhor se dão e sim na intimidade. Ora, podendo todos ser médiuns, quem poderá impedir que
uma família, no seu lar; um indivíduo, no silêncio de seu gabinete; o prisioneiro, no seu cubículo, entrem em
comunicação com os Espíritos, a despeito dos esbirros e mesmo na presença deles? Se as proibirem num país,
poderão obstar a que se verifiquem nos países vizinhos, no mundo inteiro, uma vez que nos dois hemisférios
não há lugar onde não existam médiuns? Para se encarcerarem todos os médiuns, preciso fora que se
encarcerasse a metade do gênero humano. Chegassem mesmo, o que não seria mais fácil, a queimar todos os
livros espíritas e no dia seguinte estariam reproduzidos, porque inatacável é a fonte donde dimanam e porque
ninguém pode encarcerar ou queimar os Espíritos, seus verdadeiros autores.

O Espiritismo não é obra de um homem. Ninguém pode inculcar-se como seu criador, pois tão antigo é ele
quanto a criação. Encontramo-lo por toda parte, em todas as religiões, principalmente na religião Católica
e aí com mais autoridade do que em todas as outras, porquanto nela se nos depara o princípio de tudo
que há nele: os Espíritos em todos os graus de elevação, suas relações ocultas e ostensivas com os homens,
os anjos guardiães, a reencarnação, a emancipação da alma durante a vida, a dupla vista, todos os gêneros
de manifestações, as aparições e até as aparições tangíveis. Quanto aos demônios, esses não são senão os
maus Espíritos e, salvo a crença de que aqueles foram destinados a permanecer perpetuamente no mal, ao
passo que a senda do progresso se conserva aberta aos segundos, não há entre uns e outros mais do que
simples diferença de nomes.

Que faz a moderna ciência espírita? Reúne em corpo de doutrina o que estava esparso: explica, com os
termos próprios, o que só era dito em linguagem alegórica; poda o que a superstição e a ignorância
engendraram, para só deixar o que é real e positivo. Esse o seu papel! O de fundadora não lhe pertence.
Mostra o que existe, coordena, porém não cria, por isso que suas bases são de todos os tempos e de
todos os lugares. Quem, pois, ousaria considerar-se bastante forte para abafá-la com sarcasmos, ou,
ainda, com perseguições? Se a proscreverem de um lado, renascerá noutras partes, no próprio terreno
donde a tenham banido, porque ela está em a Natureza e ao homem não é dado aniquilar uma força da
Natureza, nem opor veto aos decretos de Deus.

Que interesse, aos demais, haveria em obstar-se a propagação das idéias espíritas? É exato que elas se
erguem contra os abusos que nascem do orgulho e do egoísmo. Mas, se é certo que desses abusos há
quem aproveite, à coletividade humana eles prejudicam. A coletividade, portanto, será favorável a tais
idéias, contando-se-lhes por adversários sérios apenas os interessados em manter aqueles abusos. As
idéias espíritas, ao contrário, são um penhor de ordem e tranqüilidade, porque, pela sua influência, os
homens se tornam melhores uns para com os outros, menos ávidos das coisas materiais e mais resignados
aos decretos da Providência. "


QUESTÕES PARA ESTUDO

1 - Poderiam os adversários do Espiritismo tê-lo evitado com a proibição das manifestações mediúnicas?

2 - O Espiritismo pode ser considerado uma filosofia personalista?

3 - A negação do Espiritismo pode trazer algum benefício para a humanidade?


  Conclusão deste estudo 
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